Taís Araújo relata que filho foi parado por segurança “Se fosse menino branco seria diferente“

Atriz revela que o filho foi abordado por um segurança enquanto andava de bicicleta com um amigo em um condomínio de luxo

07/04/2025 às 21h13 Atualizada em 07/04/2025 às 21h48
Por: Redação
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Tais Araújo, Reprodução/Instagram @taisdeverdade
Tais Araújo, Reprodução/Instagram @taisdeverdade

A atriz Taís Araújo revelou um episódio marcante vivido pelo filho João Vicente, de 14 anos, durante as férias da família em um condomínio de luxo no Brasil. Em entrevista à revista Vogue, Taís contou que o adolescente e um amigo, ambos negros,  foram abordados por um segurança enquanto andavam de bicicleta pelo local.

O funcionário questionou se eles realmente eram moradores dali "Recentemente, viajamos de férias, alugamos uma casa num condomínio no Brasil e um segurança o parou. Ele e um amigo, um amigo preto também, os dois de bicicleta. Perguntou se eram moradores" disse.

Para Taís, a abordagem teve um claro recorte racial “Falei para ele que se fosse um menino branco, de olho azul, seria diferente", afirmou, destacando como o preconceito ainda está presente mesmo em ambientes considerados seguros e sofisticados. A atriz compartilhou também sua constante preocupação com a forma como o filho se apresenta em público, revelando que orienta o garoto a não sair "desarrumado" para evitar situações discriminatórias.

O desabafo reforça a importância do debate sobre o racismo estrutural no Brasil e o quanto ele impacta diretamente a vida de crianças e adolescentes negros. “Eu quero proteger meu filho desses traumas”, disse Taís, que já falou publicamente em outras ocasiões sobre os desafios de educar filhos negros em uma sociedade que ainda os enxerga com desconfiança.

Além de João Vicente, Taís também é mãe de Maria Antônia, de 10, frutos de seu relacionamento com o ator e diretor Lázaro Ramos, 46. O relato da atriz não apenas expõe um caso pessoal, mas também joga luz sobre a urgência de discutir o racismo estrutural no Brasil principalmente quando ele atinge crianças e adolescentes negros em espaços onde o preconceito ainda se esconde sob a aparência de “segurança”.

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