Erika Hilton recorre à ONU após emissão de visto americano com sexo masculino

Deputada brasileira acusa os Estados Unidos de ignorarem sua identidade de gênero ao emitir documento com sexo masculino, contrariando seus registros legais no Brasil.

16/04/2025 às 17h49 Atualizada em 16/04/2025 às 18h15
Por: Redação
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Erika Hilton. Reprodução/Instagram
Erika Hilton. Reprodução/Instagram

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) comunicou nesta quarta-feira (16) que acionou a Organização das Nações Unidas (ONU) após receber um visto dos Estados Unidos com designação masculina, contrariando seus documentos legais no Brasil. Erika, que é mulher trans, classificou o episódio como uma "transfobia institucional" e aponta o governo norte-americano, sob comando de Donald Trump, como responsável por uma violação direta aos direitos humanos.

Segundo a parlamentar, o consulado dos EUA em Brasília ignorou sua certidão de nascimento retificada e seu passaporte, ambos reconhecendo oficialmente seu gênero feminino. Por conta da situação, Erika cancelou sua ida à Brazil Conference at Harvard & MIT, onde seria uma das palestrantes. Ela também formalizou uma queixa ao Itamaraty e estuda medidas legais em instâncias internacionais para responsabilizar o país pela conduta discriminatória.

Erika destacou que já havia obtido visto americano com gênero correto em 2023 e acredita que a mudança está ligada a um novo decreto assinado por Trump no início deste ano, que restringe o reconhecimento legal de identidades trans. Para ela, o caso ultrapassa fronteiras diplomáticas e simboliza uma ameaça ao reconhecimento de direitos fundamentais conquistados com luta e garantidos pela legislação brasileira.

Em post no Instagram Hilton disse: "[...] O que me preocupa é um país estar ignorando documentos oficiais acerca da existência dos próprios cidadãos, e alterando-os conforme a narrativa e os desejos de retirada de direitos do Presidente da vez [...] relatando sua indignação.

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