
A cantora Cassie Ventura prestou um depoimento devastador nesta semana no tribunal de Nova York, detalhando os anos de abuso que afirma ter sofrido durante o relacionamento com Sean Combs, conhecido como P. Diddy. O rapper está preso desde setembro e enfrenta acusações graves, incluindo tráfico sexual, violência doméstica, assédio e agressão. Cassie, que se envolveu com ele aos 19 anos - enquanto o artista já tinha 37 - disse que perdeu a conta de quantas vezes foi agredida.
Em seu testemunho, Cassie revelou que as brigas com Diddy quase sempre terminavam de forma violenta. Em uma das declarações mais fortes, afirmou: “Ele pisava na minha cabeça se eu estivesse caída”. Um vídeo de 2016 divulgado em maio deste ano reforça a acusação: as imagens de câmeras de segurança mostram Diddy agredindo Cassie no corredor de um hotel em Los Angeles, onde o casal estava hospedado na época.
(ALERTA DE GATILHO)
Cassie relatou ainda que era forçada a participar de sessões sexuais com outras pessoas, muitas vezes contratadas por Diddy, enquanto ele assistia e coordenava tudo. “Era muito, tipo, tipo pornografia”, disse, visivelmente abalada. “Eu era um objeto sendo fortemente objetificado pelos homens naquele cenário.” Ela explicou que, por estar apaixonada e viver seu “primeiro relacionamento adulto de verdade”, suportou situações que hoje enxerga como violentas e degradantes.
Em um trecho desconcertante do depoimento, a cantora revelou que chamava Diddy por um apelido que ele mesmo escolheu: "Pop Pop", o mesmo nome que ela usava para se referir ao próprio avô. “Agora acho que foi desrespeitoso”, declarou. O julgamento segue nos próximos dias e promete trazer novos desdobramentos, com base nos relatos de outras vítimas e novas evidências em análise.
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