
Acusado de assassinar Rafael Miguel, Paulo Cupertino escreveu uma carta de nove páginas para o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), alegando inocência na morte do ator. O caso aconteceu em 2019, na zona sul de São Paulo.
No texto, obtido pelo "Metrópoles", o comerciante afirma que está sendo "massacrado e perseguido". "Bem antes da minha prisão venho sendo acusado, massacrado e perseguido de formas e informações totalmente desprovidas [de verdade] e mentirosas", disse.
Na época, o crime chocou o país, uma vez que os pais de Rafael, que tinha 22 anos, também foram mortos. A motivação teria sido ciúmes do namoro do artista com Isabela Tibcherani, filha de Cupertino, preso em 2022. O empresário irá a júri popular no próximo dia 10 deste mês.
"Assim, contrariando todos os direitos e deveres do estado de direito, já estarei condenado injustamente e bem antes de lá estar [júri popular], estarei condenado, sem chance de defesa. Uma mentira contada dez vezes vale mais que mil verdades", destacou Paulo.
O acusado, que ficou foragido por três anos após o assassinato de Rafael, esclareceu que não efetuou os disparos. "Supõe ou acham que efetuei os disparos […] só ouvirão os tiros excelência. Peço a vossa excelência que me conceda o direito e minha liberdade de poder ter os mesmos direitos de quem acusa e meios e formas legais e asseguradas para provar minha inocência e ser feita a verdadeira e única justiça", pediu Cupertino.