
Uma tragédia abalou os moradores de Belo Horizonte na última semana: um bebê de apenas dois anos faleceu após ingerir acidentalmente um produto de limpeza identificado como limpa-prata, em Ibirité, região metropolitana da capital mineira, durante uma mudança familiar.
Segundo informações de parentes, o produto estava armazenado em uma garrafa pet e foi confundida pela criança com um refrigerante. O caso ganhou ainda mais repercussão após a prima da vítima, Nayara Walker, alertar sobre os perigos do armazenamento incorreto de produtos tóxicos em suas redes sociais.
De acordo com ela, tudo aconteceu muito rápido enquanto a família se dividia em tarefas diversas: a mãe da criança estava fora, a avó cozinhava e o padrasto montava um berço. A garrafa pet foi deixada por alguns instantes em cima da cama para mover um eletrodoméstico e foi quando o menino teve acesso ao objeto.
"Em um segundo, no meio da mudança, ele pegou e tomou", disse Nayara.
Rapidamente, a família acionou o SAMU, que o levou à UPA de Ibirité e, posteriormente, ao Hospital João XXIII, onde a criança sofreu duas paradas cardíacas e não resistiu.
Para os familiares, a conduta médica no primeiro atendimento foi considerada questionável, pois não foram adotadas medidas básicas como a lavagem gástrica e a ausência de medidas urgentes logo no início do atendimento pode ter comprometido as chances de sobrevivência da criança.
“Não deram nada a ele. Disseram que estava fora de risco, mas o produto continuou agindo no corpo”, afirmou Nayara.
A prefeitura de Ibirité foi procurada, mas ainda não se manifestou sobre a acusação de negligência.