Caso Juliana Marins: transporte do corpo de volta ao Brasil ainda não tem data definida e Itamaraty se posiciona após repercussão negativa

A jovem morreu após cair de uma trilha no Monte Rinjani, um vulcão ativo na Indonésia, no último sábado (21).

25/06/2025 às 18h14 Atualizada em 25/06/2025 às 19h18
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Juliana Marins - Reprodução: Instagram
Juliana Marins - Reprodução: Instagram

A brasileira Juliana Marins, de 26 anos, morreu após cair de uma trilha no Monte Rinjani, um vulcão ativo na Indonésia, no último sábado (21). Ela viajava sozinha pela Ásia desde fevereiro e fazia a trilha acompanhada por um guia local quando escorregou e despencou por uma encosta de até 600 metros. Inicialmente, drones térmicos chegaram a localizá-la com vida, mas o difícil acesso, neblina e o terreno instável impediram o resgate imediato. Juliana só foi alcançada quatro dias depois, já sem vida.

O corpo foi removido da montanha em uma operação delicada, que levou mais de cinco horas devido às condições climáticas e geográficas da região. Nesta quarta-feira (25), ele foi transportado até um hospital em Lombok, onde passará por exames forenses e processos legais necessários para liberação internacional.

A repatriação, no entanto, ainda não tem data confirmada. O Itamaraty, que já enviou dois representantes diplomáticos para a Indonésia, acompanha de perto a situação e oferece suporte à família. Apesar disso, o governo brasileiro não possui verba orçamentária prevista para custear o traslado de corpos do exterior, o que torna a família responsável pelas despesas. Casos excepcionais podem receber ajuda financeira mediante solicitação formal e comprovação de necessidade, como já ocorreu em outras situações semelhantes.

O processo de repatriação inclui a emissão de documentos sanitários e consulares, o lacre do caixão com certificado internacional e o transporte aéreo até o Brasil, onde ainda serão cumpridos protocolos de entrada e verificação.

A família acusa negligência por parte da equipe de resgate e do guia, que teria se ausentado por mais de uma hora antes da queda. Também há denúncias de informações falsas divulgadas por autoridades locais. As críticas repercutiram nas redes sociais e pressionam por apuração oficial e mais transparência nas investigações.

Enquanto aguarda a liberação do corpo, a família luta para garantir o retorno de Juliana ao Brasil com dignidade — e cobra justiça pelas falhas que, segundo eles, comprometeram as chances de resgate em vida.

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