Rodrigo Lombardi e família são alvos de processo por ex-funcionária que denuncia exploração e humilhação; entenda

As informações são do site BHAZ

27/06/2025 às 14h36 Atualizada em 27/06/2025 às 18h44
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Rodrigo Lombardi e Helen Barbosa - Reprodução: BHAZ
Rodrigo Lombardi e Helen Barbosa - Reprodução: BHAZ

Rodrigo Lombardi, sua esposa, Betty Baumgarten e a sogra, Maria José Baumgarten, estão sendo processados por uma ex-empregada doméstica que alega ter vivido situações de extrema exploração e humilhação enquanto trabalhava para a família. A denúncia foi revelada pelo portal BHAZ, que teve acesso ao processo trabalhista movido por Helen Marcia Barbosa Lima, de 56 anos, natural de Belo Horizonte.

Helen afirma que deixou sua cidade natal em 2016 para se mudar para o Rio de Janeiro, a convite da sogra do ator. Ela passou a residir na casa da família, na Barra da Tijuca, onde deveria, inicialmente, coordenar uma equipe de funcionários. No entanto, segundo a ação, acabou acumulando inúmeras funções sozinha: limpava uma casa de quatro andares, cozinhava para todos, cuidava de mais de cinco animais e ainda atuava como cuidadora de Maria José.

O salário era de R$ 2.500 mensais, sem registro em carteira, e, de acordo com o processo, ela trabalhava das 6h às 22h, todos os dias da semana, sem folgas e sem intervalos. Ainda assim, Helen conta que permanecia à disposição durante a madrugada, caso a sogra precisasse de cuidados.

“Trabalhava de domingo a domingo, de segunda a segunda. Eu não conheci o mar”, relatou ao BHAZ.

A profissional afirma que, além da carga horária abusiva, foi alvo de agressões verbais e constrangimentos constantes, especialmente por parte da sogra e da esposa de Lombardi. Em um dos episódios citados na ação, ela relata ter sido chamada de “preta metida a sabe tudo”. Outras ofensas, como “burra” e “incompetente”, também foram registradas na denúncia. Segundo ela, os gritos eram frequentes e públicos.

A diarista também denuncia o tratamento discriminatório aos funcionários da casa. Todos dividiam um único banheiro e não podiam consumir os mesmos alimentos que os patrões. “A carne deles é deles, o salmão é deles, o feijão orgânico é deles”, conta Helen. Já para os empregados, o cardápio era restrito:

“À noite, o jantar lá é miojo, pão com mortadela, pão com salsicha ou misto. Não tem janta.”

Helen trabalhou com a família de 2016 a 2018, e voltou ao emprego em 2020, permanecendo por mais seis meses. A primeira ação trabalhista foi movida em 2022. A 32ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte reconheceu o vínculo empregatício, mas negou inicialmente o pedido de indenização por danos morais, alegando que a funcionária teria pedido demissão.

As duas partes recorreram, e, em 2024, o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região reformou parcialmente a decisão, entendendo que Helen havia sido demitida sem justa causa. Com isso, determinou o pagamento de aviso prévio, multa de 40% sobre o FGTS e outras verbas rescisórias. O valor homologado chegou a R$ 45.691,03, mas os cálculos foram contestados tanto pela defesa quanto pela autora da ação, que apresentaram embargos e impugnações.

Em maio de 2025, os réus conseguiram um agravo de petição contra a homologação da execução, e o caso foi novamente enviado ao TRT da 3ª Região, onde aguarda nova análise. Essa etapa poderá modificar os valores ou revisar pontos específicos da condenação, o que deve adiar o desfecho do processo.

“Ainda espero justiça. Eles se aproveitaram de mim de todas as formas. Não pagam o que devem porque o que importa para eles é manter a imagem”, desabafou Helen ao BHAZ.

Procurada pela reportagem, a defesa de Rodrigo Lombardi, Betty e Maria José preferiu não se manifestar.

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