Justiça do Rio de Janeiro decreta prisão preventiva de Oruam por tráfico de drogas

Decisão ocorre após o rapper postar em suas redes que sua casa havia sido cercada por policiais na última madrugada; entenda

22/07/2025 às 15h27 Atualizada em 22/07/2025 às 15h29
Por: Mateus Pereira
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Foto: Instagram | @reserva.oruam
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A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva do rapper Oruam, de 24 anos, por tráfico de drogas, associação para o tráfico, resistência à prisão, desacato, dano ao patrimônio, ameaça e lesão corporal. A decisão foi tomada após uma operação da Polícia Civil ser frustrada pelo artista na madrugada desta segunda-feira (15), na região do Joá, zona oeste da capital fluminense.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), o processo corre em segredo de Justiça, e por isso não foram divulgados mais detalhes. A defesa e a assessoria de imprensa do rapper foram procuradas, mas ainda não se manifestaram oficialmente. Oruam usou suas redes sociais para transmitir a abordagem dos policiais e convocar seguidores para ajudá-lo, em uma atitude que tensionou ainda mais o episódio.

Nos vídeos publicados, o artista aparece exaltado, xingando os agentes e acusando o delegado Moysés Santana, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), de abuso de autoridade. “Delegado da Civil! Ei, Moysés! Tu é c#zão! Filha da p#ta! Tá tudo gravado! Você é covarde”, grita Oruam em uma das gravações. Ele também relatou ter tido uma arma apontada contra si ao tentar sair de casa durante a ação policial.

A Polícia Civil informou que estava na região para capturar um adolescente apontado como um dos principais ladrões de veículos do estado, que também seria segurança pessoal do traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como "Doca". O jovem estaria abrigado na casa do rapper, e os agentes estavam em viatura descaracterizada quando decidiram fazer a abordagem.

Segundo a corporação, o suspeito saiu da residência acompanhado de outras pessoas e foi abordado pelos policiais. Nesse momento, Oruam teria atirado pedras da varanda e incitado a população contra os agentes. Um dos homens retornou correndo para o interior do imóvel, o que levou os policiais a entrarem na casa para capturá-lo. Oruam e outros indivíduos teriam fugido em seguida.

A operação ganhou repercussão após o rapper mencionar sua ligação familiar com o crime organizado. “Oruam tentou intimidar a polícia dizendo ser filho de Marcinho, líder do Comando Vermelho”, declarou Felipe Curi, secretário de segurança do Rio, em entrevista ao telejornal "Bom Dia Rio", da TV Globo. Para ele, o comportamento do artista confirma a ligação direta com a facção criminosa. “É um marginal, bandido, delinquente, criminoso, associado ao tráfico.”

Curi também afirmou que os envolvidos tentaram impedir que uma ação legítima do Estado fosse concretizada. “Eles frustraram que uma ação legítima do Estado fosse concretizada”, destacou. Ainda segundo o secretário, o rapper já havia sido indiciado por associação ao tráfico de drogas e por manter vínculos com o Comando Vermelho.

A Polícia Civil acrescentou que esta foi a segunda vez, em menos de seis meses, que um integrante da facção criminosa foi localizado no interior da mesma residência onde vive Oruam. “Vale destacar que esta é a segunda vez, em menos de seis meses, que um integrante da facção criminosa é localizado no interior da mesma residência”, diz a nota enviada pela corporação.

 
 
 
 
 
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