Marisa Orth revisita a TV e diz por que ficou longe das novelas: “Meu filho era prioridade”

Atriz apresenta programa no Globoplay, fala sobre saúde mental, amadurecimento e vê Magda como “patrimônio do Brasil”

23/07/2025 às 09h18
Por: Natália Raquel
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Marisa Orth. Foto: Reprodução/Globo
Marisa Orth. Foto: Reprodução/Globo

Afastada das novelas por uma década, Marisa Orth retorna à televisão de forma diferente. Aos 61 anos, a atriz comanda o programa Loucos por Novelas, no Globoplay Novelas, onde conduz conversas leves e emocionadas com autores, diretores e atores sobre cenas marcantes da teledramaturgia brasileira.

O afastamento, explica Marisa, teve motivo claro: a maternidade. “Dos 0 aos 10 anos do meu filho, eu não peguei novelas. Recebi convites, mas priorizei estar presente. Fiz apenas programas que permitiam uma rotina mais flexível”, contou em entrevista à revista Quem.

Conhecida por interpretar Magda no humorístico Sai de Baixo, exibido de 1996 a 2002, Marisa reconhece o impacto da personagem. “Ela virou adjetivo, virou um patrimônio do Brasil. Caminha com as próprias pernas”, disse. Apesar do apego ao papel, a atriz tem se revelado em uma nova faceta como apresentadora e mediadora. “Tenho recebido um retorno muito bom. Achei que poderia me abrir mais e contribuir com minhas opiniões.”

Na atração do Globoplay, o resgate da memória afetiva das novelas emociona até os convidados. “Tem muito choro. É uma homenagem aos noveleiros que conhecem esse universo a fundo”, afirma. Marisa se diz tocada, principalmente, pela qualidade artística das produções antigas e pela forma como as mulheres eram retratadas. “A gente se assusta com algumas piadas que hoje são impensáveis.”

Sobre saúde mental, a atriz é direta: “Faço terapia. Virei garota-propaganda da psicologia. Tomar sol, rir de mim mesma, também ajuda.” Ela diz que, mesmo com anos de exposição, mantém os pés no chão. “Sofro também, sou bem neurótica. Mas sigo.”

A nova fase profissional, mais voltada à escuta e à troca, tem sido bem recebida. “Gosto da mediação, da conversa, mas quero continuar construindo personagens. As duas coisas me realizam.”

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