Gabriela Pugliesi fala sobre traumas que impactaram sua vida como um abuso na infância

Musa fitness explicou o motivo de ter perdoado os malfeitores e “se perdoado” pelas experiências negativas de sua vida

28/07/2025 às 11h02 Atualizada em 28/07/2025 às 11h03
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Gabriela Pugliesi - Reprodução: Instagram
Gabriela Pugliesi - Reprodução: Instagram

Na madrugada desta segunda-feira (28), Gabriela Pugliesi desabafou, em suas redes sociais, sobre o abuso sexual que sofreu pelo pai de uma amiga ainda na infância. Ela relatou como este e outros "eventos traumáticos" impactaram na sua vida adulta e formação de sua própria família.

"Quando eu era pequena, quando tinha uns 7 ou 8 anos, fui abusada pelo pai de uma amiga. Eu cresci sem a presença do meu pai. Hoje eu sei que ao longo da minha infância e adolescência eu vivi alguns eventos traumáticos. Abuso psicológico no meu local de trabalho... eu nunca falei abertamente sobre isso porque não tinha o ponto de vista que tenho hoje sobre falar sobre", começou.

"Quem me vê hoje com uma família estruturada, um lifestyle legal, saudável, nem imagina que por muito tempo construir isso que eu vivo, para mim, era quase impossível. Inclusive, quando comecei a conquistar o que tenho hoje, nem me sentia merecedora porque a minha criança interior passou tanto tempo se culpando por várias coisas ruins que já aconteceram que, na minha cabeça de adulta, eu estava fadada a repetir essa história para sempre", disse ela, que tem Lion e Massimo com Túlio Dek.

Gabriela Pugliesi e Túlio Dek são pais de Lion e Massimo — Foto: Reprodução | Instagram

Gabriela Pugliesi e Túlio Dek são pais de Lion e Massimo — Reprodução: Instagram

A influenciadora contou que escreveu para si mesma uma carta que continha todas as experiências ruins pelas quais passou como um exercício terapêutico:

"Marcou demais ter escrito 'Você não teve culpa, você é protegida'. Quando eu fiz esse exercício, parece que saiu um peso das minhas costas. Eu entendi que permanecer naquela dor era uma escolha minha, e eu não podia deixar que as pessoas que me machucaram também decidissem quem eu ia me tornar", afirmou.

"Comecei a me reconstruir peça por peça, dia após dias. Aprendi com o passar dos anos que a gente não pode controlar o que acontece com a gente, mas pode e deve controlar o que a gente faz com isso. Acima de tudo, nossa paz vem quando a gente assume a responsabilidade pela nossa própria cura, e que o perdão, por mais difícil que pareça, e às vezes é muito difícil, é muito mais sobre a gente se libertar do que sobre o outro. Já me peguei no fundo do poço, mas decidi que não iria ficar lá para sempre", concluiu.

Confira o relato na íntegra:

 

 
 
 
 
 
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