
Nesta segunda-feira (28), celebramos o aniversário de uma das artistas mais emblemáticas da música brasileira: Daniela Mercury. Nascida em 28 de julho de 1965, em Salvador, a cantora completa mais um ciclo de vida com a mesma energia vibrante que sempre levou aos palcos — e à alma do povo brasileiro.
Desde cedo, Daniela mostrou vocação artística. Ainda criança, se apaixonou pela dança e, aos 13 anos, começou a estudar balé clássico. Não demorou muito para que a música também tomasse conta de seu coração. Aos 16 anos, já se apresentava em bares e eventos em Salvador, até que, na década de 1980, integrou a banda da cantora Gilmelândia e, depois, do grupo Companhia Clic.
Mas o mundo realmente passou a conhecer Daniela Mercury em 1992, quando ela lançou o álbum O Canto da Cidade. O disco foi um fenômeno — vendeu mais de dois milhões de cópias e catapultou o axé music para o cenário nacional. Sucessos como “O Canto da Cidade”, “Swing da Cor” e “Mini Saia” tornaram-se hinos de uma nova era da música baiana.
Ao longo de mais de três décadas de carreira, a cantora coleciona prêmios, discos de ouro, platina, turnês internacionais e participações marcantes em festivais ao redor do mundo. Ela também se destacou como uma das primeiras artistas brasileiras a unir a música popular com a linguagem erudita, como no álbum Canibália, onde funde ritmos africanos, samba-reggae, MPB e clássicos da cultura nacional.
Além do talento musical, a baiana é conhecida pelo seu ativismo. Assumidamente bissexual, ela se casou com a jornalista Malu Verçosa em 2013 e tornou-se uma das vozes mais influentes na luta pelos direitos da comunidade LGBTQIAPN+. Também atua em causas sociais ligadas à cultura afro-brasileira, à educação e à igualdade racial.
Entre as curiosidades da artista, vale lembrar que ela é formada em dança pela Universidade Federal da Bahia e que já foi embaixadora do UNICEF no Brasil. Outra curiosidade: Daniela é mãe de cinco filhos, sendo três biológicos e dois adotivos.
Hoje, ao completar 60 anos, Daniela Mercury segue com a mesma inquietação artística e engajamento social que sempre a acompanharam. Uma mulher plural, intensa, inovadora e absolutamente indispensável para a história da música brasileira.