Gilberto Gil sobre a morte da filha, Preta Gil: “Contribuiu para nós sermos mais amorosos e mais afetivos”

Cantora morreu aos 50 anos de complicações de um câncer no domingo (20); missa aconteceu nessa segunda-feira (28), no Rio

29/07/2025 às 13h27
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Compartilhe:
Gilberto e Preta Gil - Reprodução: Instagram
Gilberto e Preta Gil - Reprodução: Instagram

Durante a missa de sétimo dia da morte de Preta Gil, na Paróquia Santa Mônica, no Rio de Janeiro, nessa última segunda-feira (28), Gilberto Gil falou sobre a partida precoce da filha, vítima de um câncer colorretal diagnosticado em janeiro de 2023. Ao lado da esposa, Flora Gil, e do neto, Francisco Gil, o músico ressaltou o legado de Preta em entrevista à Quem.

"A partida dela também tem essa contribuição, contribui para nós sermos mais amorosos e mais afetivos", afirmou.

"Todos sabem, no país inteiro, que a Preta passou por um longo período de adaptação à partida, ao processo todo de ir embora. A ficha para nós todos e para ela, especialmente, foi caindo aos poucos. Foram dois anos [do tratamento de câncer]", disse Gil.

O cantor afirmou que o sofrimento da cantora durante o tratamento foi sentido por todos próximos à ela: 

"O que fica mais acentuado no pesar da perda, é o fato de que houve um sofrimento muito grande dela. É a coisa da qual, digamos assim, a gente mais se ressente, né? Fica do sentimento um ressentimento, pelo fato de que ela tenha tido um período muito grande [de sofrimento]. O que também, por outro lado, ajudou na luta dela para essa adaptação, para esse acompanhamento que ela fez", frisou o artista, em referência ao tratamento da filha.

Gil ainda comentou mais sobre o simbolismo da missa de sétimo dia: "É [um momento] como todos que virão daqui para frente, quando estivermos em família, quando estivermos em um círculo de amigos. E mais do que no caso dela, toda, toda, toda a nação brasileira, o povo inteiro que nutriu por ela um afeto muito grande. A lembrança dela vai ficar permanentemente conosco, com todos nós", afirmou.

Por fim, Gilberto ainda enalteceu a importância do legado da filha.

"Acho que a vida, especialmente num período da história da humanidade em que vivemos tantas tribulações, por causa das dificuldades do fluxo do afeto, esse afeto tem sido muito represado, muito colocado em pequenas caixinhas para manipulação de uns e de tantos", pontuou.

"Nesse sentido, é o fato da lembrança dela, da memória dela ter uma circulação muito grande, muito permanente, é um consolo, é um contraponto a essas dificuldades de afirmação do afeto pelos quais o mundo passa ultimamente", acrescentou Gil. "A partida dela também tem essa contribuição, contribui para nós sermos mais amorosos e mais afetivos", finalizou.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários