'Ele disse que ia me matar', contou vítima que levou mais de 60 socos do namorado em Natal

Alerta gatilho: esta matéria contém relatos de violência extrema contra mulher.

01/08/2025 às 11h56
Por: Natália Raquel
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Juliana Garcia. Foto: Reprodução/Instagram
Juliana Garcia. Foto: Reprodução/Instagram

Juliana Garcia dos Santos, de 35 anos, foi brutalmente espancada pelo então namorado, o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, dentro do elevador do prédio onde mora, em Ponta Negra, Zona Sul de Natal (RN). O ataque, registrado por câmeras de segurança no último sábado (26), mostra o agressor desferindo mais de 60 s0c0s no rosto da vítima, que está hospitalizada com fr∆tur∆s graves.

Sem conseguir falar por conta das lesões no maxilar, Juliana escreveu um bilhete aos policiais de plantão no hospital. Nele, fez uma revelação perturbadora: “Ele disse que ia me m∆t∆r.”

Motivo: ciúmes e histórico de agressões

De acordo com a investigação da Polícia Civil, o ataque teria sido provocado por ciúmes. Uma mensagem recebida no celular de Juliana teria desencadeado o descontrole do agressor. Com receio de ser agredida em um local sem câmeras, a vítima preferiu não sair do elevador — onde acabou sendo brutalmente atacada.

A delegada responsável pelo caso revelou que Juliana já havia sido agredida anteriormente com empurrões e era vítima de violência psicológica. Em episódios anteriores, Igor teria inclusive a incentivado a “tomar uma atitude contra si mesma”.

O inchaço no rosto da vítima impede uma cirurgia imediata, mas ela deve ser operada assim que houver melhora no quadro clínico. Juliana segue internada e sob cuidados médicos.

A defesa e o pedido de cela isolada

Preso preventivamente, Igor Cabral afirmou, em sua primeira alegação, que teria sofrido uma “crise de claustrofobia” dentro do elevador, iniciada após uma discussão em que Juliana o teria xingado e rasgado sua camisa. A versão foi descartada preliminarmente pela polícia.

Diante da repercussão do caso, a defesa do ex-jogador solicitou à Justiça que ele seja mantido em cela isolada, alegando “risco à integridade física” e medo de m0rr€r. O pedido ainda será analisado pelas autoridades penitenciárias.

Reações e mobilização

A família da vítima organizou uma vaquinha online para custear o tratamento de Juliana, que confirmou a autenticidade da campanha em postagem nas redes sociais. Ela agradeceu o apoio recebido e declarou que, neste momento, “precisa focar na recuperação”.

Já a família do agressor publicou uma nota afirmando estar “consternada com o ocorrido” e pedindo para não ser alvo de ameaças. Eles alegam não ter ligação com o crime e relatam que um endereço profissional foi divulgado como sendo de Igor, gerando transtornos a terceiros.

Investigação

O caso segue sendo investigado como tentativa de femin1c1d1o. A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deve ouvir novas testemunhas nos próximos dias e aguarda os laudos periciais para concluir o inquérito.

O episódio reacende o alerta sobre a violência contra mulheres no país e reforça a urgência de ações efetivas para prevenir casos extremos como o de Juliana.

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