Michelle posta mensagem após prisão domiciliar de Bolsonaro

Ex-primeira-dama reage à decisão do STF com citação bíblica e mobiliza apoiadores nas redes sociais

05/08/2025 às 09h39
Por: Natália Raquel
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Michelle Bolsonaro. Foto: Reprodução/Instagram/@gilsonmachado22 e @gilsonmachadoneto
Michelle Bolsonaro. Foto: Reprodução/Instagram/@gilsonmachado22 e @gilsonmachadoneto

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou uma mensagem bíblica em seu perfil no Instagram na noite de segunda-feira, 4, poucas horas após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ter a prisão domiciliar decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes e teve como justificativa o descumprimento de medidas cautelares. No domingo, 3, Bolsonaro participou por vídeo de um ato com apoiadores em Copacabana, zona sul do Rio, transmitido pelas redes sociais do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho.

Na publicação, Michelle citou um trecho do Salmo 50: “E os céus anunciarão sua Justiça; pois Deus mesmo é o Juiz.”

A postagem repercutiu entre aliados e opositores. Parlamentares bolsonaristas classificaram a decisão como arbitrária. Flávio Bolsonaro afirmou nas redes sociais: “Estamos oficialmente em uma ditadura.”

Em sua decisão, Moraes argumentou que Bolsonaro atuou de forma deliberada para produzir material que incentivasse seus apoiadores a pressionar o Supremo. Segundo o ministro, o ex-presidente agiu de forma “dolosa e consciente” ao se comunicar com os manifestantes.

Com a medida, Bolsonaro deverá permanecer em sua residência e utilizar tornozeleira eletrônica. Ele também está proibido de utilizar redes sociais, dar declarações públicas e manter contato com outros investigados.

A prisão do ex-presidente marca o quarto caso de um ex-mandatário brasileiro detido desde a redemocratização. Protestos foram registrados em Brasília e outras capitais ao longo da segunda-feira. Internamente, aliados articulam respostas jurídicas e políticas. No exterior, o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, divulgou nota classificando a decisão como “perseguição política”.

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