
Uma ação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) teve papel decisivo na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de decretar a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta segunda-feira (4/8). O parlamentar foi responsável por divulgar um vídeo em que Bolsonaro aparece participando virtualmente de uma manifestação promovida por apoiadores.
Ao aparecer utilizando um celular, o ex-presidente violou novamente uma das restrições impostas por Moraes. Em 24 de julho, o ministro já havia optado por não aplicar medidas mais severas após o ex-chefe do Executivo ter usado as redes sociais — classificando aquele episódio como um "caso isolado".
De acordo com informações da coluna Grande Angular, do portal Metrópoles, Nikolas comentou publicamente sobre a prisão do aliado. Segundo ele, o motivo seria a veiculação de conteúdos nas redes por parte dos filhos de Bolsonaro.
As determinações judiciais às quais o ex-presidente estava submetido foram estabelecidas em 18 de julho, e incluíam os seguintes pontos:
Cumprimento de prisão domiciliar entre 19h e 6h nos dias úteis, além de regime integral aos fins de semana e feriados;
Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica para monitoramento;
Vedação de contato com diplomatas, líderes estrangeiros e aproximação de representações consulares e embaixadas.
A publicação feita por Nikolas acabou sendo o estopim para que Moraes optasse por endurecer as medidas, diante do que interpretou como reincidência no descumprimento das condições impostas.