Clima tenso: Parlamentares ocupam plenários em protesto contra prisão de Bolsonaro e decisões do STF

Parlamentares ocupam mesas diretoras da Câmara dos Deputados e no Senado, usando esparadrapo na boca para simbolizar censura e manifestar apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

05/08/2025 às 18h22 Atualizada em 05/08/2025 às 18h33
Por: Redação
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Créditos: José Cruz/Agência Brasil
Créditos: José Cruz/Agência Brasil

Nesta terça-feira (5), deputados e senadores iniciaram ocupação das mesas diretora da Câmara dos Deputados usando esparadrapos na boca como símbolo de protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A ação teve  como objetivo bloquear os trabalhos dos plenários até que sejam aprovadas três pautas importantes para os parlamentares alinhados ao ex-presidente: a anistia para os envolvidos nos atos do dia 8 de janeiro, o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e a proposta de emenda constitucional para o fim do foro privilegiado.

Segundo a Agência Brasil, o líder da oposição no Senado, senador Rogério Marinho do (PL), cobrou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, paute o impeachment de Moraes.

“Ocupamos as mesas diretoras das duas Casas, no Senado e na Câmara, e vamos obstruir as sessões. O Senado já está com cinco senadores sentados na mesa. É uma medida extrema, nós entendemos, mas já fazem mais de 15 dias que eu, como líder da oposição, não consigo interlocução com Davi Alcolumbre”, comentou.

A prisão de Bolsonaro, ocorrida na segunda-feira (4), gerou forte repercussão política e mobilizou seus apoiadores dentro do Congresso. Durante o protesto, os parlamentares permaneceram sentados nas cadeiras da Casa legislativa, reforçando a intenção de impedir as atividades legislativas até que suas demandas sejam atendidas. O uso dos esparadrapos na boca simbolizou a censura e o silenciamento que eles atribuem às ações judiciais contra Bolsonaro e seus apoiadores.

O movimento ocorre em meio a um cenário político altamente polarizado e acirrado no Brasil, em que a oposição ao governo atual e o apoio ao ex-presidente se manifestam com intensidade no Congresso. A ocupação da mesa diretora evidencia a gravidade da crise e o nível de insatisfação de parte do Parlamento com as decisões do STF e as consequências jurídicas para Bolsonaro.

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