
Nesta terça-feira (5), deputados e senadores iniciaram ocupação das mesas diretora da Câmara dos Deputados usando esparadrapos na boca como símbolo de protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A ação teve como objetivo bloquear os trabalhos dos plenários até que sejam aprovadas três pautas importantes para os parlamentares alinhados ao ex-presidente: a anistia para os envolvidos nos atos do dia 8 de janeiro, o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e a proposta de emenda constitucional para o fim do foro privilegiado.
Segundo a Agência Brasil, o líder da oposição no Senado, senador Rogério Marinho do (PL), cobrou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, paute o impeachment de Moraes.
“Ocupamos as mesas diretoras das duas Casas, no Senado e na Câmara, e vamos obstruir as sessões. O Senado já está com cinco senadores sentados na mesa. É uma medida extrema, nós entendemos, mas já fazem mais de 15 dias que eu, como líder da oposição, não consigo interlocução com Davi Alcolumbre”, comentou.
A prisão de Bolsonaro, ocorrida na segunda-feira (4), gerou forte repercussão política e mobilizou seus apoiadores dentro do Congresso. Durante o protesto, os parlamentares permaneceram sentados nas cadeiras da Casa legislativa, reforçando a intenção de impedir as atividades legislativas até que suas demandas sejam atendidas. O uso dos esparadrapos na boca simbolizou a censura e o silenciamento que eles atribuem às ações judiciais contra Bolsonaro e seus apoiadores.
O movimento ocorre em meio a um cenário político altamente polarizado e acirrado no Brasil, em que a oposição ao governo atual e o apoio ao ex-presidente se manifestam com intensidade no Congresso. A ocupação da mesa diretora evidencia a gravidade da crise e o nível de insatisfação de parte do Parlamento com as decisões do STF e as consequências jurídicas para Bolsonaro.