
Eduardo Bolsonaro (PL-SP) está longe do Brasil, mas segue em plena atividade política. Autoexilado nos Estados Unidos desde a escalada da crise envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado agora quer ampliar as sanções contra o ministro Alexandre de Moraes (STF) para além do território americano.
Em entrevista ao Metrópoles na última terça-feira (5), o deputado federal, que vê com bons olhos uma candidatura à presidência em 2026, revelou que está preparando uma turnê pela Europa e países do Mercosul com um objetivo claro: convencer outras nações a se unirem aos EUA na aplicação de sanções ao magistrado brasileiro.
“A gente vai conseguir fazer o mesmo movimento: denunciar as violações de direitos humanos do Alexandre de Moraes”, afirmou o político, que aguarda a confirmação de que seu nome não está na lista da Interpol antes de embarcar para o Velho Continente.
Eduardo também disse torcer para que os EUA parem de aplicar tarifas econômicas ao Brasil e passem a mirar diretamente em figuras do alto escalão, como Moraes.
O ministro do STF, vale lembrar, foi alvo de sanções impostas por Donald Trump no último dia 30 de julho, com base na Lei Magnitsky, utilizada por Washington para punir estrangeiros por supostas violações de direitos humanos. Com a medida, Moraes teve seus bens e contas nos Estados Unidos congelados e passou a ser proibido de realizar transações com instituições e empresas do país. Lula se movimenta para conseguir ajuda internacional, porém, e depender de Eduardo, o cerco contra Moraes está só começando.
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