
Na última quarta-feira (6/8), o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou o habeas corpus apresentado pela defesa do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, de 25 anos. Os advogados solicitavam a substituição da prisão preventiva por medidas alternativas.
Oruam foi capturado em 22 de julho, após um confronto com policiais na noite anterior, quando uma operação foi realizada em sua casa, localizada no bairro do Joá, na zona Oeste do Rio. Conforme relato das autoridades, o músico teria lançado pedras contra os agentes, numa tentativa de auxiliar um menor que estava em sua residência a fugir da abordagem policial.
O artista é alvo de investigação por suposta tentativa de assassinato qualificado contra dois membros da Polícia Civil: o delegado Moyses Santana Gomes e o inspetor Alexandre Alves Ferraz. Desde o começo da semana, Oruam está detido no Complexo Penitenciário de Bangu, onde divide cela com indivíduos associados ao Comando Vermelho.
Em sua argumentação, a equipe jurídica do cantor afirmou que “o exame detido do decreto de prisão preventiva, somado às considerações relacionadas à própria nebulosidade da ação policial que redundou na prisão, indica de forma clara que a custódia processual é ilegal e desnecessária”.
No entanto, a desembargadora Marcia Perrini Bodart, responsável pelo caso, ressaltou a seriedade das acusações que pesam sobre o investigado. Em sua decisão, afirmou que “a postura audaciosa de Mauro, vulgo Oruam, incluindo desacato e ameaças aos agentes das forças policiais não se deu somente pelas redes sociais, mas também pessoalmente, consoante mídia publicada nas redes sociais, referente ao dia dos fatos, sendo extremamente grave e dela se denota que em futuras ocasiões atuará da mesma forma, sendo necessária a prisão para a garantia da ordem pública”.
Apesar das alegações, a defesa de Oruam contesta as acusações de tentativa de homicídio. “Mauro não atentou contra a vida de ninguém, e isto será devidamente esclarecido nos autos do processo que trata dos fatos”, declarou, em nota, o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves.