
A mobilização de senadores alinhados à oposição contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou ao fim nesta quinta-feira (7/8), após quase 48 horas de protesto no plenário do Senado Federal. A ocupação da mesa diretora, liderada por parlamentares do Partido Liberal (PL), teve como foco principal pressionar o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), a aceitar o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O senador Rogério Marinho (PL-RN), que lidera a oposição no Senado, anunciou o fim da ação:
“Fizemos um esforço hoje, junto aos nossos pares, e estamos neste momento nos retirando da mesa do Senado da República para que os trabalhos possam fluir normalmente. Agora, às 11h, terá uma sessão virtual. Se, o presidente entender por bem, poderá ser presencial”.
Durante o ato de obstrução, os oposicionistas conseguiram coletar 41 assinaturas — número necessário para o protocolo de um pedido de impeachment no Senado. No entanto, a abertura formal do processo segue nas mãos de Alcolumbre, que decide se dará andamento ou não ao pedido. O avanço, portanto, depende de sua disposição política.
Já na Câmara dos Deputados, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), comunicou que houve um entendimento com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para levar ao plenário o projeto que concede anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 — tema que tem sido central nas articulações da oposição.
“Objetivo nosso é comunicar como foi construído o acordo de forma transparente para todo o Brasil. Momento do país é gravíssimo, temos o poder Legislativo de cócoras para o Judiciário. Toda essa ocupação feita pelos guerreiros parlamentares tem o objetivo principal a volta das prerrogativas constitucionais do Congresso, e é isso que foi fruto do acordo”, afirmou.