Justiça devolve BMW de MC Poze do Rodo e libera shows fora do Rio de Janeiro

Cantor ainda responde a investigação por apologia ao crime e ligação com o tráfico

14/08/2025 às 12h35
Por: Natália Raquel
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MC Poze. Foto: Reprodução/Instagram
MC Poze. Foto: Reprodução/Instagram

A Justiça do Rio de Janeiro autorizou o cantor   Poze do Rodo, a realizar shows fora do estado. A juíza Beatriz de Oliveira, da 1ª Vara Criminal Regional de Jacarepaguá, também determinou a liberação da BMW apreendida no momento da prisão do artista.Poze havia sido detido no fim de maio, investigado por apologia ao crime e associação com o tráfico de drogas. Segundo a polícia, ele também é suspeito de envolvimento com lavagem de dinheiro da facção Comando Vermelho.

Ao ser solto em junho por decisão judicial, Poze passou a cumprir seis medidas cautelares. Quatro delas foram agora revogadas, entre elas a obrigação de comparecer mensalmente à Justiça e a proibição de sair da comarca. Segundo a magistrada, essas medidas causavam prejuízo à atividade profissional do cantor e de pessoas que dele dependem.

Veículo fora da investigação

Na decisão, a juíza afirmou que não há indício de que a BMW tenha sido usada em atividade criminosa ou que seja relevante para o inquérito. O carro havia sido apreendido durante o cumprimento do mandado de prisão temporária.

Medidas ainda em vigor

Mesmo com a flexibilização das restrições, Poze do Rodo segue obrigado a manter um número de telefone ativo para contato com a Justiça, comunicar previamente qualquer mudança de endereço, não se aproximar de investigados, testemunhas ou pessoas ligadas à facção mencionada no processo, além de manter o passaporte sob custódia do juízo responsável.

Defesa contesta investigação

O advogado Fernando Henrique Cardoso Neves afirmou que a defesa recebeu as decisões com tranquilidade e mantém a confiança de que as acusações serão anuladas. Para ele, trata-se de abuso de autoridade e criminalização de manifestações culturais.

Poze é investigado por realizar shows em comunidades controladas pelo Comando Vermelho, com presença de homens armados. Segundo a Polícia Civil, as apresentações funcionariam como forma de fortalecer financeiramente a facção por meio da promoção do tráfico.

A Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) sustenta que o repertório do artista incentiva o uso de drogas, o porte de armas e o confronto entre grupos criminosos. As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e possíveis financiadores.

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