
Na tarde desta quarta-feira, 13 de agosto, o Supremo Tribunal Federal recebeu 26 influenciadores digitais vindos de diferentes regiões do país para participar da segunda edição do evento “Leis e Likes: o papel do Judiciário e a influência digital”. Com atividades programadas até esta quinta-feira, 14, a iniciativa gerou curiosidade: afinal, quem pagou a conta dessa mobilização? Segundo o próprio STF, nenhum participante recebeu cachê e a Corte não desembolsou recursos para a visita.
Segundo o propiro STF, o encontro foi viabilizado por patrocínios do YouTube, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), além de apoio do Instituto Justiça e Cidadania e do projeto Redes Cordiais. Os custos de logística, brindes e atividades foram integralmente cobertos por parceiros privados, garantindo o que o STF chama de “contrapartida 100% social”. Dessa forma, o tribunal apenas cedeu o espaço e a estrutura para a programação.
Durante o primeiro dia, os influenciadores conversaram com os ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, acompanharam parte de uma sessão plenária e participaram de uma visita guiada pelo edifício-sede e pelo museu da Corte. Ao final, houve um bate-papo com gestores e representantes do tribunal para discutir formas de aproximar a comunicação institucional do público que consome conteúdo nas redes sociais.
Para os organizadores, a aposta é clara: usar a força de alcance dos influenciadores para levar informações corretas sobre o Judiciário a públicos que normalmente não acompanham o tema. Sem gastos diretos aos cofres do STF, mas com o respaldo de patrocinadores e a presença voluntária dos criadores de conteúdo, o evento levanta debates sobre transparência, patrocínio privado em iniciativas públicas e a eficácia dessa ponte entre leis e likes.