
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), apresentou nesta quinta-feira (14) sua terceira representação contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL), solicitando afastamento cautelar e cassação do mandato. No documento, Lindbergh acusa o parlamentar de permanecer nos Estados Unidos após o fim da licença, abandonar funções no Legislativo e atuar contra a soberania nacional, destacando descumprimento do art. 228 do Regimento Interno da Câmara.
Segundo a representação, Eduardo Bolsonaro teria participado de articulações que favoreceram sanções da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras, ação considerada por Lindbergh como “grave quebra de decoro parlamentar” e prejudicial à imagem do Poder Legislativo. O líder petista pediu que a Mesa da Câmara adote medidas urgentes diante da conduta do parlamentar.
Durante visita a Goiana, em Pernambuco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou o pedido de cassação, acusando Eduardo de “trair o país” ao instigar autoridades americanas contra o Brasil. No mesmo evento, Lula criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro, citando a investigação sobre suposta tentativa de golpe e outros crimes, incluindo planejamento de atos violentos contra autoridades nacionais.
Com o apoio explícito do presidente Lula, a representação de Lindbergh deve intensificar discussões na Câmara sobre responsabilidade, soberania e limites do mandato parlamentar. O acompanhamento do STF e das investigações contra Jair Bolsonaro reforça o contexto de tensão política atual no país.