Hytalo Santos e marido serão transferidos para João Pessoa após prisão em São Paulo

Casal foi preso na Grande São Paulo e será levado à Paraíba para responder a processo que investiga crimes contra crianças e adolescentes.

15/08/2025 às 12h14 Atualizada em 15/08/2025 às 12h20
Por: Natália Raquel
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Hytalo e Euro. Foto: Reprodução/Instagram
Hytalo e Euro. Foto: Reprodução/Instagram

O influenciador digital Hytalo Santos e o marido, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, serão transferidos de São Paulo para João Pessoa, onde correm os processos contra eles. A decisão foi tomada pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da 2ª Vara de Bayeux (PB).

Os dois foram presos na última sexta-feira (15), em uma casa de alto padrão em Carapicuíba, na Grande São Paulo, durante operação conjunta do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Ministério Público do Trabalho (MPT), polícias civis da Paraíba e de São Paulo, Polícia Rodoviária Federal e Ciberlab, órgão do Ministério da Justiça.

“Fortes indícios” de crimes contra menores

Na decisão que determinou a prisão preventiva, o magistrado afirmou que há fortes indícios de que o casal tenha cometido tráfico de pessoas, exploração sexual, trabalho infantil artístico irregular e constrangimento de crianças e adolescentes, além de outros crimes relacionados à produção e divulgação de conteúdo digital.

As investigações apontam que os dois utilizavam redes sociais para divulgar vídeos com participação de menores em contextos considerados inapropriados, gerando repercussão e monetização.

Transferência para a capital paraibana

Com a decisão, Hytalo e Euro serão levados a João Pessoa para ficarem à disposição da Justiça paraibana. Eles permanecerão presos preventivamente enquanto prosseguem as investigações conduzidas pelo MPPB e pelo MPT. Segundo a Polícia Civil, a transferência deve ocorrer sob escolta, em data que não foi divulgada por questões de segurança.

Defesa contesta prisão

Os advogados afirmam que o casal sempre se colocou à disposição das autoridades e que ainda não teve acesso ao conteúdo completo da decisão que determinou a prisão. Eles indicaram que poderão ingressar com pedido de habeas corpus para tentar reverter a medida.

Investigação começou antes de denúncia pública

Embora o caso tenha ganhado projeção nacional após um vídeo publicado pelo youtuber Felca, com mais de 4 milhões de inscritos, o MPPB informou que as investigações começaram ainda em 2024, com base em denúncias de vizinhos e outras evidências.O processo segue em sigilo judicial para proteger as vítimas, especialmente crianças e adolescentes.

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