Aliados de Bolsonaro diminuem conversa entre Lula e Donald Trump: “Não quer dizer nada”

Fabio Wajngarten e Paulo Figueiredo ironizam ligação entre Lula e Trump e dizem que o gesto não representa avanço diplomático; confira

06/10/2025 às 16h34 Atualizada em 06/10/2025 às 16h36
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
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Imagem: Fotos Públicas
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Figuras influentes no meio bolsonarista reagiram à conversa por telefone entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, realizada na manhã desta segunda-feira (6).

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Aliado do clã Bolsonaro, o advogado Fabio Wajngarten minimizou em post no X o impacto da ligação e ironizou o gesto diplomático entre os dois chefes de Estado. Segundo ele, o diálogo não deve trazer nenhum avanço concreto.

A mera ligação entre chefes de Estado que pensam e atuam de maneira absolutamente contrastante não quer dizer absolutamente nada. Passados 10 meses para esse contato de hoje, isso apenas evidencia o quanto a política externa atual é retrógrada, lenta e sem nenhuma tecnicidade. A tal ‘química perfeita’ sequer terá alicerces para se sustentar com partícipes que promovem o terrorismo e seus aliados históricos.

Braço direito de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e frequente alvo de Alexandre de Moraes, o influenciador Paulo Figueiredo inicialmente preferiu o silêncio: “De férias, retorno dia 14”, respondeu ao Metrópoles quando foi procurado. Horas depois, porém, também foi às redes e criticou o entusiasmo da imprensa com o diálogo entre Lula e Trump:

Eu estou em breves férias familiares, mas acordei embasbacado vendo a imprensa comemorando porque Trump colocou Marco Rubio para negociar com o Brasil. Zero de avanço! O grau de desconexão com a realidade é patológico. Como disse: a luz no fim do túnel é um trem.

A conversa entre os líderes de Brasil e EUA

De acordo com informações do Metrópoles, a ligação entre Trump e Lula durou cerca de 30 minutos. O petista pediu o fim das sanções impostas pelos Estados Unidos a autoridades e exportações brasileiras.

Lula estava acompanhado de Fernando Haddad (Fazenda), Sidônio Palmeira (Secom) e Mauro Vieira (Itamaraty). O vice-presidente Geraldo Alckmin e o assessor especial Celso Amorim também participaram da conversa.

O republicano designou o secretário de Estado, Marco Rubio, para dar sequência às negociações com Alckmin, Haddad e Vieira.

Os dois presidentes concordaram em se encontrar pessoalmente em breve. Lula sugeriu que o encontro ocorra durante a Cúpula da Asean, na Malásia, e renovou o convite para que Trump participe da COP30, em Belém (PA). O petista também se colocou à disposição para viajar aos Estados Unidos.

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