Empresa de Pedro Andrade, namorado de Sandy, é acusada de fraudar notas fiscais; valores lavados ultrapassam R$2 milhões

Auditoria da seguradora revelou que Instituto Pedro Andrade estaria emitindo notas fiscais fracionadas para aumentar reembolsos

01/11/2024 às 17h26
Por: Karine - Redação
Compartilhe:
Reprodução/Instagram
Reprodução/Instagram

A seguradora SulAmérica abriu uma auditoria e sindicância que identificou fraudes nos atendimentos do Instituto Pedro Andrade, localizado no bairro dos Jardins, na cidade de São Paulo. A clínica foi fundada pelo médico de mesmo nome que vem sendo notícia após engatar namoro com Sandy. As informações são do portal Leo Dias e Glow News.

Na auditoria, identificou-se que entre janeiro de 2022 e outubro de 2024, foram apresentadas 6.637 solicitações de reembolso feitas pelos pacientes do Instituto, totalizando R$2.787.447,11, dos quais R$2.306.754,53 foram reembolsados.

Outra observação foi de que a atendente e a diretora do Instituto informam aos pacientes sobre a possibilidade de fracionamento dos atendimentos na quantidade de notas fiscais necessárias, com o objetivo de aumentar o valor a ser reembolsado pelo plano de saúde.

Além disso, também foram identificadas notas fiscais emitidas em valores diferentes do real valor da consulta, muitas vezes indicando atendimento com profissionais do Instituto que, na verdade, não foram os responsáveis pelo atendimento do paciente.

Um dos exemplos é do próprio Pedro Andrade, que teve notas fiscais emitidas durante períodos em que ele estava viajando, conforme atestado por publicações em suas redes sociais.

Além disso, algumas solicitações de reembolso foram acompanhadas de comprovantes de pagamento falsos, cuja operação financeira não foi reconhecida pela instituição.

A sindicante foi informada pela diretora do Instituto Pedro Andrade que a clínica oferecia facilidades de pagamento, mencionando a possibilidade de parcelar o tratamento. Dessa forma, a própria equipe de investigação realizou um atendimento com o médico Pedro Andrade, pagando R$3.500 a consulta.

Contudo, para maximizar o reembolso, foi emitida pela clínica uma nota fiscal divergente do valor do atendimento, fracionada inicialmente no valor de R$1.200,00.

Com as evidências reunidas, a SulAmérica apresentou uma notícia-crime contra o Instituto e o médico e abriu um processo judicial na 18ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo.

A juíza Edna Kyoko Kano deu parecer favorável à seguradora e determinou que a clínica e o médico se abstenham de emitir e fracionar recibos e notas fiscais de atendimentos beneficiários dos planos de saúde da SulAmérica, sob pena de multa de R$ 5.000,00 por cada descumprimento, limitada a R$ 200.000,00.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários