
O empresário mais rico do mundo, Elon Musk, declarou apoio ao republicano Donald Trump na corrida para a presidência dos Estados Unidos contra a democráta Kamala Harris. Contudo, para ele, o apoio apenas não basta e por isso ele resolveu investir alguns de seus milhões para supostamente ‘comprar’ votos de alguns eleitores americanos.
Tudo começou quando o empresário promoveu um sorteio que premiaria várias pessoas em 1 milhão de dólares até o dia das eleições, prevista para acontecer em 5 de novembro.
Segundo o que diz no acordo, para participar, os eleitores precisariam apenas registrar os seus dados em um formulário e comprovar que votaram, sem importar o candidato escolhido.
Contudo, para alguns especialistas de estratégias de marketing, a atitude de Musk é calculada, uma vez que ele declarou apoio a Trump e o posicionamento acaba por influenciar as pessoas.
A Promotoria Geral da Pensilvânia considera a iniciativa preocupante, pois, mesmo sem um incentivo direto para votar em Trump, a promoção pode afetar o comportamento dos eleitores em um cenário político já conturbado. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está analisando a ação de Musk para determinar se o sorteio pode violar alguma legislação federal.
SORTEIO FOI ALVO DE PROCESSO APÓS SUSPEITAS DE FRAUDE
A promotoria-geral da Filadélfia entrou com uma ação contra Elon Musk e seu comitê de ação política, o América PAC, após a realização dos sorteios. Segundo o que diz o promotor do caso, Larry Kressne, o sorteio promovido por Musk faz parte de um esquema de "loterias ilegais". Ele ainda afirmou que as loterias da Pensilvânia precisam ser regulamentadas e operadas pelo governo estadual.
Ainda no que diz o processo, o bilionário estaria sendo acusado de escolher ganhadores das loterias. "Embora Musk diga que a seleção de um vencedor é 'aleatória', isso parece falso porque vários vencedores que foram selecionados são indivíduos que compareceram aos comícios de Trump na Pensilvânia", escreveu Kressne no processo, publicado em 28 de outubro.
O Comitê de ação política de Musk também foi alvo no processo.
O America PAC, comitê de ação politica de Elon Musk, já doou 118 milhões de dólares (R$ 672 milhões) à campanha de Donald Trump, amplamente dependente de grupos externos para a prospecção de eleitores, o que significa que o super PAC fundado por Musk — o homem mais rico do mundo — desempenha um papel preponderante no que se espera que seja uma eleição muito acirrada.
Embora se tivesse provas cabíveis, o juiz Michael Simmons, do Tribunal Distrital de Harrisburg, decidiu revogar o processo contra Musk e não suspender os sorteios, alegando que até o devido momento, não haviam provas suficientes que comprovassem infração do prêmio perante as leis eleitorais norte-americanas. O Juiz ainda apontou que Musk tem o direito de realizar os sorteios como uma expressão de sua liberdade de expressão, desde que as regras sejam claras e não incentivem diretamente o voto em troca de dinheiro.