
Milhares de cidadãos israelenses convergiram para a Praça dos Reféns, em Tel Aviv, no último sábado(11), a fim de celebrar o cessar-fogo estabelecido entre Israel e o Hamas. A trégua, que entrou em vigor na última sexta-feira(10), marca o encerramento das hostilidades que perduravam desde outubro de 2023. O evento, contudo, transcendeu a celebração, tornando-se um palco de claras manifestações políticas.
A multidão presente demonstrou um forte contraste nas reações dirigidas aos líderes. Enquanto o nome do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, era mencionado, os israelenses responderam com intensos aplausos. Em contrapartida, o primeiro-ministro em exercício, Benjamin Netanyahu, foi recebido com vaias expressivas, sinalizando o descontentamento popular com a gestão do prolongado conflito.
Em um dos momentos de maior destaque da reunião, manifestantes levantaram pedidos para que Donald Trump fosse agraciado com o Prêmio Nobel da Paz. O reconhecimento seria dado em função de sua alegada mediação na concretização do acordo de cessar-fogo e pelo seu plano anunciado para a reconstrução da região devastada pelo conflito. O fim da guerra prevê um complexo processo de troca humanitária. O Hamas se comprometeu a liberar os reféns detidos em Israel, em troca da libertação de aproximadamente dois mil prisioneiros palestinos.