
O caso da violenta agressão envolvendo o filho do lutador Adílson Maguila, Adenilson Lima, e um vendedor ambulante gerou grande repercussão no Brasil. O caso aconteceu na noite de quarta-feira (6) em frente ao Espaço Unimed, no bairro da Barra Funda, em São Paulo.
O vendedor ambulante, identificado como Osvaldo de Souza, de 41 anos, prestou depoimento e registrou um boletim de ocorrência por lesão corporal no 2º Distrito Policial, localizado no bairro de Bom Retiro.
Após a agressão, o ambulante foi encaminhado ao Pronto Socorro Municipal Dr. Lauro Ribas Braga, em Santana. Ele também foi submetido a exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).
No relato, a vítima diz que Adenilson tinha a intenção de matá-lo, tendo em vista que só parou com as agressões após intervenções dos populares, mas não chegou a proferir as palavras: “Vou te matar”
Osvaldo atua como ambulante - vendedor de bebidas - em torno da casa de show, há pouco mais de três anos, e contou que há cinco meses, um segurança conhecido como Carioca passou a trabalhar no local. Ele, diferentemente dos outros seguranças, trabalhava uniformizado no estabelecimento, o que acabou por lhe passar uma imagem de autoridade: “Logo que chegou, demarcou a calçada no entorno do estabelecimento, ordenando aos ambulantes que se mantivessem no limite por ele estabelecido em via pública”, disse Osvaldo.
Ainda de acordo com o vendedor, Carioca se dizia policial e andava armado. O filho de Maguila teria chegado logo depois e passado a atuar como um “segurança secundário”, uma espécie de mão direita de Carioca.
Com o passar do tempo, a dupla passou a oprimir os ambulantes, delimitando os locais que eles podiam ou não ficar, simplesmente controlando a via pública.
Situação que antecedeu a agressão
No último domingo (3), Osvaldo contou que parou o seu carrinho de bebidas fora do limite estabelecido por Carioca, que, ao se ver contestado, passou a proferir diversas falas ameaçadoras à ele, lhe constrangendo a obedecê-lo sob pena de não poder trabalhar mais no local. Ainda naquele episódio, ele tirou uma foto do rosto de Osvaldo.
Três dias depois, na quarta-feira (6), Osvaldo chegou na região para trabalhar por volta de 15h e, enquanto procurava um local para se alojar, observou Carioca expulsando outros vendedores - que estavam fora da área não autorizada por ele - e mostrando a sua foto para eles, o colocando como o grande causador da decisão.
Buscando resolver a situação, Osvaldo decidiu se desculpar com Carioca por tê-lo desobedecido na semana anterior, porém, logo quando pediu desculpas, Carioca teria dito: “Sai daqui!”. Nesse momento, Maguila surgiu e passou a lhe agredir violentamente.
No depoimento, Osvaldo contou que foi derrubado no chão por Maguila, que desferiu diversos golpes em sua face, inclusive, com algum objeto nas mãos. Ele ainda disse que o filho do ex-lutador fez tudo sob a supervisão de Carioca, que ficou ao lado observando as agressões — o que indica que Maguila teria sido orientado a lhe agredir.
Procurada, a assessoria do Espaço Unimed afirma que o incidente ocorreu na frente da casa e que os profissionais envolvidos não trabalham no local. A casa disse, ainda, que “Reprova veementemente qualquer forma de violência”.