
O ministro, Alexandre de Moraes, pertencente ao Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu seu voto nesta sexta-feira (7) para que Eduardo Tagliaferro, seu antigo auxiliar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), seja constituído formalmente como réu. De acordo com o ministério público, Tagliaferro é apontado como responsável por agir em desfavor da validade do processo eleitoral e por atuar no sentido de dificultar os inquéritos relativos a ações contrárias à democracia.
O ex-servidor encontra-se atualmente na Itália, onde aguarda a tramitação de um pedido de extradição. Os magistrados estão votando em ambiente virtual, com o prazo final estipulado até a próxima sexta-feira (14) para o depósito de seus pareceres.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Tagliaferro tornou públicos e divulgou para a imprensa conversas sobre assuntos sob segredo de justiça "para atender a interesses ilícitos de organização criminosa responsável por disseminar notícias fictícias contra a higidez do sistema eletrônico de votação e a atuação do STF e TSE".
"Os elementos não deixam dúvida de que o denunciado, alinhado às condutas da organização criminosa responsável pela tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, bem como à divulgação de informações falsas, revelou informações confidenciais que obteve em razão do cargo ocupado, com o fim de obstruir investigações e favorecer interesse próprio e alheio", asseverou o procurador do Ministério Público.