
O caso em que o corretor de imóveis Marco Antonio Pinheiro acusa o ator Bruno Gagliasso de calote virou notícia na semana passada.
Tudo começou quando o profissional foi contratado para intermediar a venda da mansão de Bruno, localizada no Rio de Janeiro. Marco Antônio teria negociado o imóvel, avaliado em R$25 milhões, com o jogador de futebol peruano, Paolo Guerrero, em abril deste ano, mas as negociações não teriam avançado. Meses depois, Marco se viu em uma invertida, ao descobrir que Bruno havia vendido a casa para o mesmo jogador.
Logo após a descoberta, o corretor de imóveis passou a acusar o ator de calote, tendo em vista que ele quem havia apresentado a casa para Paolo. Por sua vez, Bruno alegou que, assim que Paolo não se interessou pelo imóvel no primeiro contato, a parceria com Marco Antônio foi finalizada, informação contestada pelo corretor que pede por sua comissão acordada, estimada em R$3 milhões. O ator da Netflix ainda alegou que contratou outro profissional para intermediar a venda, que dessa vez foi concluída.
Prints vazados
Em prints divulgados pelo jornalista Daniel Nascimento, do jornal O Dia, é possível ver Bruno Gagliasso negociando com Marco Antônio. Nas conversas, o ator questiona o corretor se ele havia conseguido convencer Paolo a comprar a mansão e quando recebe uma resposta positiva, ele apresenta um comportamento de empolgação: “Preciso convencer a minha esposa (Giovanna Ewbank), se ela topar”.
Na sequência, Bruno avisa ao corretor que conseguiu convencer Ewbank. “Eu já convenci minha esposa a vender, agora é com você, tá com você”, afirma o ator. Em seguida, ele responde quanto quer pela propriedade e pede ajuda ao corretor. “Pede 25 [vinte e cinco milhões], mas consigo baixar. Você vai ter que me ajudar a arrumar um lugar hein?!”, finalizou.
A negociação teria ocorrido em abril deste ano e a comissão de Marco Antônio Pinheiro seria de R$1 milhão a R$3 milhões. O jogador Paolo Guerrero viu alguns registros da mansão e demonstrou interesse na compra, mas, segundo o corretor de imóveis, “estranhamente” desistiu de fechar o negócio logo em seguida.
No entanto, o atleta acabou comprando o imóvel com outra imobiliária, cujo profissional responsável pela venda já trabalhava com o jogador há alguns anos. Por conta disso, Bruno Gagliasso teria declarado que não pagaria a comissão devido ao negócio ter sido fechado por outro corretor.
Segundo o que diz a regulamentação, a comissão de um imóvel é direito de todo corretor que atua nos trâmites de uma compra e venda.
