
A CPI do Crime Organizado deve começar a ouvir governadores e secretários de Segurança Pública na primeira semana de dezembro. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 19, pelo presidente do colegiado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), durante reunião no Senado. Ao todo, 22 autoridades serão convidadas.
O objetivo é colher esclarecimentos sobre a atuação de facções criminosas nos estados, analisar índices de mortes violentas e discutir práticas consideradas eficazes para reduzir a criminalidade. A ordem dos depoimentos será definida por Contarato em conjunto com o relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
A mobilização em torno do tema ganhou força nos últimos dias. Na terça-feira, 18, os governadores Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, e Ronaldo Caiado (União), de Goiás, estiveram em Brasília para acompanhar a análise do PL Antifacção na Câmara. A proposta, considerada prioridade pelos estados, endurece regras contra o crime organizado.
Os convites para governadores e secretários foram aprovados ainda na primeira reunião da CPI, em outubro. O plano inclui ouvir também ministros e os chefes da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A comissão foi criada para investigar a expansão das organizações criminosas no país e tem funcionamento previsto até abril de 2026.
Autoridades convidadas
Amapá
• Clécio Luís (governador)
•Cézar Vieira (secretário)
Bahia
Pernambuco
Ceará
Alagoas
Santa Catarina
Paraná
Rio Grande do Sul
Distrito Federal
Rio de Janeiro
São Paulo
As primeiras oitivas devem ocorrer já no início de dezembro, e a previsão da CPI é manter o cronograma com autoridades estaduais também no começo de 2026.