
O ex-atacante da Seleção Brasileira e ídolo do Corinthians, Jô, foi preso mais uma vez, na última terça-feira (18), no Rio de Janeiro, pelo não pagamento de pensão alimentícia. Esta é a quarta vez que o ex-jogador é detido pelo mesmo motivo, e sua defesa se manifestou para explicar a situação financeira do atleta e buscar uma solução para a dívida.
Em nota enviada à coluna Fábia Oliveira, a defesa do ex-jogador detalhou as medidas que estão sendo tomadas na Justiça para tentar resolver a situação financeira recorrente. O advogado responsável pela defesa, Guilherme Motai, afirmou que a situação decorre da impossibilidade de Jô manter o valor anteriormente fixado devido à sua condição financeira atual, que não corresponde mais aos seus tempos de auge no futebol.
A defesa explicou que buscou a Justiça para adequar os valores à realidade do ex-atleta: "Foi ajuizada no início deste ano uma ação revisional" de pensão alimentícia.
Apesar dos esforços, Motai destacou que os pedidos vêm sendo negados. Por essa razão, foi protocolado um "Agravo Interno" para que a matéria seja apreciada de forma colegiada pelos Desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia, recurso que aguarda decisão desde agosto de 2025. Para o advogado, a resolução do caso passa pela negociação direta com as mães dos filhos do ex-jogador.
Guilherme Motai destacou ainda que a "única via que se apresenta como real esperança de resolução é a construção de acordos extrajudiciais", nos quais as mães possam "compreender e aceitar a realidade atual do ex-atleta e ajustar os valores dos alimentos de forma equilibrada".
O defensor acrescentou que a "dependência exclusiva do judiciário se mostra cada vez mais difícil" pelo fato de Jô ser uma figura pública. Ele argumentou que há uma evidente dificuldade de alguns magistrados em "dissociar a imagem antiga de alta renda da condição financeira modesta que existe hoje". destacou a defesa.