
O Palácio do Planalto viu na decisão de Donald Trump – que retirou a tarifa extra de 40% de dezenas de produtos agrícolas brasileiros (como café, carne e frutas) – um sinal de avanço nas relações. A medida, anunciada por decreto executivo, foi celebrada como um "gesto" após a reunião presencial de Trump com o presidente Lula na Malásia.
Apesar da comemoração, o governo Lula insistirá nas negociações para a remoção do restante das alíquotas e, principalmente, para a revogação das sanções da Lei Magnitsky que atingiram autoridades brasileiras, como o ministro Alexandre de Moraes (STF).
Com a decisão, produtos essenciais como café e carne bovina brasileiros terão tarifa de importação zerada nos EUA, um ganho significativo para o agronegócio nacional. O presidente Lula atribuiu a mudança ao diálogo e afirmou: "as coisas 'vão acontecer'". No Planalto, interlocutores veem a revogação como uma brecha para o avanço das conversas.
A Lei Magnitsky permite aos EUA bloquear bens e impedir transações de pessoas acusadas de corrupção ou violação de direitos humanos – e o Brasil quer o fim das restrições aplicadas a autoridades.