Flávio Bolsonaro mantém vigília por ex-presidente, mas pede apoiadores gonge da PF

Flávio Bolsonaro reiterou o chamado para o ato em frente ao condomínio, mas pediu que apoiadores não se dirijam à sede da Polícia Federal.

22/11/2025 às 19h44 Atualizada em 22/11/2025 às 20h45
Por: Redação
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Flávio Bolsonaro mantém vigília por ex-presidente, mas pede apoiadores gonge da PF

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manteve a convocação para uma vigília em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo após a decretação da prisão preventiva de seu pai na manhã deste sábado (22). O ato foi confirmado para ocorrer em frente ao condomínio residencial do ex-presidente em Brasília.

O senador, contudo, fez um apelo específico aos apoiadores para que evitem a sede da Polícia Federal (PF), local onde Bolsonaro se encontra detido.

A convocação e o apelo à calma

Apesar do cenário político e jurídico adverso, Flávio Bolsonaro utilizou as redes sociais para reiterar o convite aos apoiadores. Por meio de uma transmissão ao vivo e publicações, ele direcionou os manifestantes para o local da vigília, marcada para as 19h.

“Neste momento difícil e de total ruína da democracia, peço a todos que não se precipitem em nada, por exemplo, não vão para frente da sede da PF. Quem puder, venha para a vigília hoje, às 19h, para buscamos antes de qualquer coisa a força de Deus”, escreveu o senador em suas plataformas digitais. A mensagem busca centralizar a mobilização em um local e apela para que a concentração na PF seja evitada.

A menção da vigília na decisão do STF

A vigília, originalmente convocada por Flávio Bolsonaro, foi citada na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que decretou a prisão preventiva do ex-presidente.

No pedido encaminhado à Corte, a Polícia Federal (PF) argumentou que a aglomeração poderia configurar um risco, tanto para os agentes de segurança quanto para o próprio Bolsonaro, caso houvesse uma tentativa de evasão.

O documento da PF fez menção direta à postagem do senador Flávio Bolsonaro, destacando que ela "incita adeptos" do ex-presidente "a se deslocarem até as proximidades da residência do condenado". A avaliação jurídica considerou que a mobilização poderia ser um elemento facilitador para uma potencial fuga, sendo um dos fatores que contribuíram para a determinação da prisão preventiva.

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