Para Nikolas Ferreira, prisão de Bolsonaro empurra o país para a 'tirania'

O deputado criticou o ministro Alexandre de Moraes e afirmou que o Estado estaria modificando a lei para perseguir desafetos políticos.

22/11/2025 às 20h15 Atualizada em 22/11/2025 às 20h44
Por: Redação
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Foto-Reprodução: Redes Sociais
Foto-Reprodução: Redes Sociais

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou sua plataforma X para se manifestar publicamente sobre a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Por meio de um vídeo, o parlamentar fez uma crítica direta e contundente ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que a autoridade estaria transformando o sistema judiciário brasileiro em um “instrumento de perseguição”.

A manifestação do deputado foi divulgada logo após a confirmação da detenção do ex-presidente. Bolsonaro foi preso pela Polícia Federal por volta das 6h da manhã em sua residência, no Condomínio Solar de Brasília.

Em seu pronunciamento, Nikolas Ferreira argumentou que a prisão do ex-presidente não deve ser analisada apenas sob o ponto de vista político. Para o parlamentar, o que está em jogo neste momento é a definição da “fronteira entre a civilização e a tirania” no país.

O deputado encerrou sua análise com uma forte alegação sobre os excessos do poder estatal e o risco de perseguição a opositores políticos. Ele sugeriu que a subversão das leis em favor de interesses políticos configura o estabelecimento de um regime tirânico.

“Quando o Estado decide que pode tudo, inclusive modificar a lei para poder perseguir seus desafetos políticos, você já está dentro da tirania, mas ainda não percebeu,” concluiu Nikolas Ferreira, em seu apelo contra o cenário de autoritarismo que, segundo ele, se estabelece no país.

O posicionamento do deputado federal ocorre em um contexto de recente interação com o ex-presidente. Nikolas Ferreira havia visitado Bolsonaro na última sexta-feira (21), após ter obtido a autorização para o encontro. O aval foi concedido pelo próprio ministro Alexandre de Moraes, do STF, depois de o pedido de visita ter permanecido sob análise na Corte por um período de cerca de três meses.

 

 
 
 
 
 
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