
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), manifestou solidariedade ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), detido preventivamente na manhã deste sábado (22) pela Polícia Federal (PF). A ordem de prisão partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após solicitação da corporação. Em sua manifestação, o prefeito direcionou críticas ao principal argumento que embasou a decisão judicial.
Por meio de suas redes sociais, Ricardo Nunes questionou a validade da justificativa utilizada pelo magistrado para a decretação da medida cautelar. O argumento judicial envolvia a realização de uma vigília organizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente ao Condomínio Solar de Brasília, onde o ex-presidente estava residindo, a qual foi citada como um fator de risco.
O prefeito de São Paulo expressou sua discordância com a fundamentação da prisão, afirmando que “a realização de uma vigília não pode ser motivo para medida tão drástica.”
Ricardo Nunes prosseguiu em seu posicionamento, indicando a fragilidade da tese de que o ex-presidente representaria um risco de evasão do país. Para sustentar seu ponto, o prefeito citou a vigilância constante imposta ao ex-presidente.
Nunes destacou que “Agentes da Polícia Federal fazem o monitoramento 24 horas na porta de sua casa, o que faz parecer frágil qualquer argumento de tentativa de fuga.” Ele encerrou a crítica com uma nota de cunho religioso: “Oremos”.
Ao concluir sua manifestação, o prefeito reforçou o gesto de solidariedade, citando o estado de saúde do ex-presidente em meio ao cenário judicial.
“Minha solidariedade ao Presidente Bolsonaro que passa por toda essa situação com a saúde debilitada e, ainda assim, sempre cumprindo com suas obrigações, inclusive com a Justiça,” declarou Ricardo Nunes.