
Desde a transferência para a unidade da Polícia Federal (PF) na manhã do último sábado (22), o cotidiano de Jair Bolsonaro tem sido reservado, disciplinado e sob estrita vigilância de seus familiares. O antigo chefe do Executivo recusou as refeições padronizadas fornecidas aos demais detidos na PF. Em seu lugar, ele consome estritamente alimentos trazidos por parentes e assessores próximos, que passam por rigorosa inspeção antes de serem entregues em sua cela.
Nos primeiros dois dias de custódia provisória, Bolsonaro recebeu itens simples, como pão com ovo e café com leite. Esse menu foi estabelecido para seguir o protocolo de saúde, impondo restrições a gordura. De acordo com indivíduos próximos, ele demonstra apetite reduzido. No sábado, por exemplo, não aceitou o jantar oferecido pela PF, que habitualmente consiste na mesma composição do almoço: arroz, feijão, hortaliças e uma porção proteica.
Além dos alimentos diferenciados, sua família providenciou artigos de higiene pessoal e outras necessidades básicas. A presença da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, também se mantém frequente. Ela o visitou logo após a audiência de custódia que manteve a detenção preventiva.
Fontes próximas indicam que o político permanece sereno e conversa normalmente com quem tem permissão para visitá-lo, apesar do grande impacto político e judicial da situação. Ele agora aguarda o resultado dos recursos de esclarecimento (embargos de declaração) interpostos no processo das articulações golpistas, no qual já recebeu a sentença de 27 anos de reclusão em regime fechado.
Os representantes legais sustentam que Bolsonaro colabora com todas as exigências legais e acompanha diariamente os novos lances do processo, enquanto permanece em um aposento especial na sede da PF.