Desembargador aposentado convoca greve após prisão de Bolsonaro

Magistrado aposentado pede greve em apoio à anistia do ex-presidente, detido no sábado pela PF em Brasília

25/11/2025 às 10h25 Atualizada em 25/11/2025 às 10h33
Por: Natália Raquel
Compartilhe:
Sebastião Coelho. Foto: Repodução/Redes Sociais
Sebastião Coelho. Foto: Repodução/Redes Sociais

O desembargador aposentado Sebastião Coelho convocou uma paralisação nacional após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ocorrida no sábado (22), em Brasília, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Em vídeos publicados no Instagram, Coelho orientou apoiadores a interromperem atividades em vários setores e afirmou que a mobilização busca pressionar o Congresso a aprovar anistia para Bolsonaro e para investigados pelos atos de 8 de janeiro.

 

Nos vídeos, Coelho disse que a paralisação deve começar por áreas específicas e ser ampliada conforme houver adesão. Segundo ele, somente bombeiros, hospitais e ambulâncias deveriam manter o funcionamento. O ex-magistrado afirmou que “esse é o caminho que restou” e acusou o Judiciário de agir com “postura de ditadura”.

 
 
 
 
 
Ver essa foto no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por Sebastião Coelho (@desembargadorsebastiaocoelho)

 

 

 

A prisão do ex-presidente ocorreu após pedido da Polícia Federal, que apontou risco de fuga durante uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Moraes citou ainda violação da tornozeleira eletrônica, registrada pouco depois da meia-noite de sábado, como indicativo de tentativa de fuga. A PF informou que o equipamento apresentou rompimento no momento em que o ex-presidente deixava o condomínio onde cumpre prisão domiciliar.

 

Após a detenção, Coelho voltou às redes sociais e pediu uma “reação à altura”, classificando a ordem judicial como “abuso de poder” e “intolerância religiosa”. Ele alegou que Bolsonaro deveria estar sob custódia militar e afirmou que a prisão poderia abrir caminho para que generais das Forças Armadas também fossem enviados a presídios comuns, citando o Estatuto dos Militares.

 

As mensagens do ex-desembargador provocaram mobilização entre grupos bolsonaristas, que discutem formas de aderir ao ato. Até o início da noite, não havia registro de paralisações significativas no País. A defesa do ex-presidente não comentou as declarações de Coelho. A PF e o Supremo não se manifestaram sobre os vídeos divulgados pelo ex-magistrado.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários