Prisão de Bolsonaro embaralha planos da direita para 2026; quem você quer como candidato?

Tentativa de romper a tornozeleira levou o ex-presidente ao regime fechado e acendeu uma disputa direta pelo comando da direita; entenda

26/11/2025 às 17h42
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
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Fotos: Reprodução
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Segundo análise do Metrópoles, a prisão de Jair Bolsonaro em regime fechado desmontou o plano que a direita vinha montando para 2026. A ideia era simples: mesmo inelegível e longe da linha de frente, o ex-presidente atuaria como líder oculto, organizando candidaturas e ditando os movimentos internos. Mas a suposta tentativa de rompimento da tornozeleira eletrônica mudou o curso da história e colocou o grupo em alerta máximo. Sem o “capitão” orientando a articulação, o medo agora é de que a direita mergulhe em disputas internas e saia fragilizada no próximo pleito.

Aliados sabiam que a prisão era inevitável, mas apostavam que Bolsonaro conseguiria convencer o ministro Alexandre de Moraes a permitir um retorno rápido para a prisão domiciliar. O roteiro era calculado: ele ficaria poucos dias na cela e voltaria para Brasília, de onde continuaria comandando a oposição. Porém, a prisão preventiva no sábado (22) antecipou a mudança para o regime fechado, justamente por causa do episódio envolvendo o ferro de solda usado na tornozeleira.

Com isso, as chances de Bolsonaro recuperar algum espaço fora da cadeia despencaram. Se não houver reversão, ele pode ficar até sete anos no regime fechado, com visitas curtas e acesso reduzido aos aliados mais próximos. Nem mesmo Flávio Bolsonaro, escolhido como porta-voz, pode conseguir transmitir a influência do pai. O temor é que a direita entre num processo de autofagia, sem um comando central.

Enquanto isso, a disputa interna pela vaga de candidato à Presidência já está aberta. Eduardo Leite, Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Tarcísio de Freitas estavam na fila, esperando que Bolsonaro escolhesse um deles até março de 2026. Mas o cenário mudou: aliados acreditam que Flávio Bolsonaro pode surgir como presidenciável, já que sua atuação recente foi citada por Moraes na decisão da prisão. Ainda assim, há resistência no Centrão, que não quer assumir a rejeição do sobrenome Bolsonaro numa chapa.

Do outro lado, Eduardo Bolsonaro engrossa o clima de tensão. O deputado já trocou farpas com Tarcísio, acusando o governador paulista de se beneficiar do momento difícil do pai para se colocar como nome forte em 2026. No auge do atrito, Eduardo chegou a dizer que poderia ser candidato caso Bolsonaro ficasse impedido, inflamando ainda mais os bastidores da direita.

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