Trump manda revisar Green Cards de estrangeiros após ataque perto da Casa Branca

Medida atinge imigrantes de 19 países e foi anunciada um dia após afegão ferir dois militares em Washington

28/11/2025 às 10h40
Por: Natália Raquel
Compartilhe:
Donald Trump. Andrew Harnik/Getty Images
Donald Trump. Andrew Harnik/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou nesta quinta-feira (27) uma revisão completa dos Green Cards concedidos a imigrantes de 19 países classificados como sensíveis pelo governo norte-americano. A medida foi anunciada após um ataque a tiros que deixou dois militares da Guarda Nacional gravemente feridos a poucos quarteirões da Casa Branca.

O autor do ataque, identificado como Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos, é afegão e estava em situação irregular no país. Ele foi preso logo após o tiroteio. Segundo as autoridades, agiu sozinho. Trump classificou o caso como “ato de terror”, e o Departamento de Justiça investiga o episódio como terrorismo.

A lista de países abrange nações que já haviam sido alvo de restrições migratórias em junho. À época, o governo Trump proibiu temporariamente a entrada de cidadãos de 12 delas e impôs limites adicionais às demais. Estão incluídos Afeganistão, Chade, Congo, Eritreia, Guiné Equatorial, Haiti, Irã, Iêmen, Líbia, Mianmar, Somália, Sudão, Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela.

Em mensagem nas redes sociais, o diretor do Serviço de Cidadania e Imigração (USCIS), Joe Edlow, afirmou que a análise será “completa e rigorosa”. Disse ainda que os EUA não devem “arcar com os custos de políticas irresponsáveis” adotadas em gestões anteriores. O governo também informou que revisará todos os pedidos de asilo aprovados entre 2021 e 2025, período que engloba a administração de Joe Biden.

O ataque ocorreu por volta das 14h30, horário local. A região, movimentada e cercada por restaurantes, foi isolada. Trump e o vice-presidente, J.D. Vance, não estavam em Washington, pois haviam deixado a cidade para o feriado de Ação de Graças. Mais tarde, em pronunciamento, o presidente afirmou que o país reagirá ao caso “com firmeza e sem tolerância”.

Lakanwal trabalhou para o governo dos Estados Unidos no Afeganistão, inclusive com a Agência Central de Inteligência (CIA). Ele entrou no país em 2021. Segundo a imprensa americana, seu pedido de asilo foi apresentado em 2024, ainda sob o governo de Joe Biden, e aceito em abril deste ano pela atual administração. A procuradora-geral, Pam Bondi, afirmou que poderá pedir pena de morte caso os dois militares feridos não se recuperem.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários