
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) encarregada de investigar ilicitudes ligadas a benefícios e pensões concedidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deu aprovação à convocação do chefe do Executivo mineiro, Romeu Zema, para depor. O requerimento foi submetido a voto na última reunião do ano, ocorrida nessa quinta-feira (4).
Na mesma sessão, foram indeferidos os pleitos para que Fábio Luís Lula da Silva, herdeiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Jorge Messias, titular da Advocacia-Geral da União, também fossem intimados a prestar esclarecimentos. O colegiado ainda rejeitou os pedidos para o comparecimento de dirigentes de entidades financeiras, como Santander, C6 e Crefisa.
A CPMI tem o interesse de debater as operações da Zema Crédito, Financiamento e Investimento S.A, empresa do governador de Minas Gerais, que teria efetuado transações de crédito com desconto em folha (consignado) do INSS.
Zema chegou a encaminhar um documento oficial à Comissão comunicando que não participa, desde 2018, da gestão da instituição. Ele argumentou que “não tem esclarecimentos acerca das atividades da Zema Crédito, os quais podem e devem ser prestados pela diretoria da companhia". No entanto, conforme o deputado Rogério Correia (PT-MG), o gestor estadual ainda detém 16,41% das cotas da financeira.
"Essa data de 2018, em que ele saiu da financeira, foi que ele recebeu do governo Bolsonaro a tarefa de fazer [empréstimos] com consignados do BPC, os mais pobres de Minas Gerais", disse o representante popular.