
De acordo com a colunista Fábia Oliveira, do Metrópoles, o ator Victor Fasano entrou na Justiça contra a Globo para contestar a exploração da novela O Clone em reprises e no Globoplay. A ação foi movida em parceria com a empresa Paisagio Comércio Vídeo Foto, da qual é sócio-administrador, e sustenta que a emissora utiliza a obra sem cumprir as regras de remuneração previstas no contrato firmado em 2001.
O documento original, segundo a ação, não incluía autorização para disponibilização da novela em plataformas de streaming, inexistentes na época. Assim, a inclusão de O Clone no Globoplay violaria o acordo e geraria lucro sem repasse ao artista. Fasano afirma que a justificativa da emissora, fundamentada em termos genéricos como “internet” e “meios digitais”, extrapola o escopo do contrato e não legitima a exploração atual.
A disputa também envolve o Canal Viva. Fasano e a Paisagio alegam que a Globo classificou a reapresentação como licenciamento, quando, na avaliação deles, se trataria apenas de reprise. A diferença afeta diretamente o pagamento ao artista e, segundo o processo, caracteriza infração contratual por beneficiar a emissora de forma indevida.
Os autores pedem ainda indenização por danos morais. Sustentam que a ausência de pagamento pelos direitos de exibição compromete sua imagem profissional e viola garantias previstas no acordo de 2001. Também solicitam que a Globo apresente as notas fiscais da época e uma cópia integral do contrato. A intenção é confrontar o que foi originalmente pactuado com o modelo de uso atual da obra.
A ação destaca que, apesar do avanço tecnológico e da mudança no consumo de conteúdo audiovisual, a remuneração dos artistas deve seguir as regras vigentes à época da contratação. Para Fasano e seus representantes, a Globo teria ampliado unilateralmente os direitos de uso sem renegociar valores ou incluir aditivos contratuais.
A emissora ainda não se manifestou oficialmente no processo. O caso segue em tramitação.