Votariam em quem? Pesquisa aponta diferença de 15 pontos entre Lula e Flávio Bolsonaro em 2º turno

A pesquisa foi realizada antes de Flávio anunciar oficialmente sua candidatura para substituir o pai

08/12/2025 às 12h39
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Presidente Lula e Flávio Bolsonaro - Reprodução: Agência Brasil/ Andressa Anholete/ Agência Senado
Presidente Lula e Flávio Bolsonaro - Reprodução: Agência Brasil/ Andressa Anholete/ Agência Senado

Um estudo estatístico do Datafolha, publicado nesse sábado (6), aponta que o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mantém uma vantagem de 15 pontos percentuais sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual confronto de segundo turno. A amostragem, que consultou 2.002 cidadãos entre os dias 2 e 4, ocorreu momentos antes de o parlamentar ser formalizado como o sucessor político de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na disputa presidencial.

Segundo os dados tabulados, o petista concentra 51% da preferência do eleitorado, ao passo que Flávio detém 36%. A trajetória dos levantamentos realizados pelo instituto sugere uma curva de ascensão para Lula quando o oponente é o primogênito da família Bolsonaro.

A sondagem também testou o atual chefe do Executivo contra outros nomes da direita e centro-direita:

  • Eduardo Bolsonaro (PL-SP): O presidente alcançaria 52%, superando os 32% do deputado federal.

  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): A margem de vitória seria mais estreita, com uma liderança de cinco pontos.

  • Outros nomes: O mandatário também aparece na vanguarda em disputas hipotéticas contra o governador Ratinho Junior (PSD) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Mesmo diante de Jair Bolsonaro — que se encontra sem direitos políticos e detido desde 22 de novembro —, o atual presidente figura com 49% das intenções, frente aos 40% do ex-mandatário.

No que tange à etapa inicial do pleito, Lula ocupa o topo em todas as configurações avaliadas. A pulverização de votos entre os demais concorrentes e os índices de repúdio indicam uma tendência de que a decisão final seja postergada para o segundo turno, dada a dificuldade de uma definição imediata na abertura das urnas.

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