
Práticas que visam intensificar as relações sexuais estão se tornando cada vez mais comum entre os joves e ganharam até termos cientificos: "Slamsex" ou "slamming", que no português se traduzem para palavras relacionadas a ‘sexo violênto’.
O comportamento se caracteriza pelo uso de drogas recreativas (metanfetamina ou mefedrona administrados por injeção) com o propósito de deixar o sexo (em muitos casos classificados como orgias sem o uso de preservativos) extremamente prazeroso e prolongado. Pesquisas sugerem que momentos de curtição, como festas e baladas, são gatilhos que fazem com que esses jovens procurem por esse tipo de atitude.
Contudo, a prática não é bem vista por profissionais da saúde que alertam sobre os riscos de doenças graves como a Hepatite C, HIV, e outras doenças sexualmente transmissíveis. Os profissionais também alertam sobre os impactos na saúde mental, tendo em vista que o consumo de drogas pode afetar diretamente o psicológico e levar o usuário ao vício.
PRÁTICA NÃO É PROIBIDA, MAS TAMBÉM NÃO É RECOMENDADA
É interessante ressaltar que a intenção dos estudos não é determinar que a pessoa limite o prazer no sexo, mas sim informar e, consequentemente, conscientizar sobre os riscos. O ato, inclusive, não é de todo modo proibido, tanto que em muitos aplicativos de relacionamento, o termo é autorizado e usado nas caracterizações de preferências dos usuários.
No mais, a prática do ‘sexo violento’ com o ‘auxilio’ de drogas pode de fato causar sensações de euforia e prazer intenso, oferecendo uma experiência estimulante e inesquecível. O ato ainda facilita a liberdade no comportamento sexual, cria conexões intensas, prolonga a relação, gera autoconfiança e eleva a autoestima. Porém, é preciso se atentar aos excessos e ter responsabilidade consigo e com o outro para evitar danos graves à saúde física e mental.
Entre as atitudes de precaução, profissionais alertam que devem ser implementadas estratégias de como informar e educar praticantes sobre as implicações psicológicas do ato, além de destacar a importância dos tratamentos profiláticos, testes regulares, vacinação ou profilaxia para evitar a infecção pelo HIV, entre outros.