
O ministro, André Mendonça, responsável pela condução dos inquéritos no Supremo, autorizou na última sexta-feira (16) que o investigado Sílvio Roberto Machado Feitosa deixe o sistema carcerário para cumprir a custódia em sua residência. A mudança de cenário foi motivada por uma deterioração aguda e severa na saúde do custodiado.
A situação de Sílvio tornou-se crítica após um diagnóstico de angina instável, revelando que quase 90% de suas vias coronárias estavam obstruídas. O risco iminente de óbito forçou a realização de uma angioplastia urgente com o implante de um stent.
Diante da gravidade, Mendonça entendeu que a permanência em uma cela seria uma medida excessiva e desumana sob a ótica médica, ainda que os motivos para o cerceamento de liberdade continuem válidos. Em sua decisão, o ministro pontuou:
“Embora os requisitos para a prisão preventiva permaneçam presentes, surgiram fatos supervenientes de natureza humanitária que autorizam a substituição da medida”.
Relatórios da Polícia Federal apontam Sílvio como uma peça-chave na engrenagem financeira da organização. Ele é apontado como o articulador das transações, gestor de contas fraudulentas e um dos principais responsáveis por camuflar a origem de bens conquistados ilegalmente.
A ofensiva contra as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), revelada inicialmente pelo portal Metrópoles, atingiu seu ápice em dezembro com mandados cumpridos por todo o país e no Distrito Federal.
O montante apreendido nas diligências impressiona pelo alto valor agregado:
Garagem de Elite: Carros de marcas como a Volvo.
Joalheria: Relógios de grifes estrangeiras e peças de ouro.
Arsenal e Dinheiro: Armas de fogo e exageeradas somas em espécie.
Vale ressaltar que um dos locais vasculhados possui conexão com o parlamentar Weverton Rocha (PDT-MA), embora o senador não figure como o foco principal das apurações. O ministro Mendonça reiterou que a concessão do benefício domiciliar não minimiza as acusações nem interrompe o fluxo das investigações, que seguem em ritmo normal.