Erika Hilton desmente vídeo viral e afirma que Lula não se referia a ela em evento no Rio

Deputada explicou que sequer estava na capital fluminense e criticou a “fixação” e o preconceito de grupos de oposição que espalharam informações falsas sobre o uso de pronomes.

19/01/2026 às 15h30 Atualizada em 19/01/2026 às 18h10
Por: Redação
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Erika Hilton. Reprodução/Instagram @hilton_erika
Erika Hilton. Reprodução/Instagram @hilton_erika

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) utilizou suas redes sociais para desmentir uma narrativa que viralizou em perfis de oposição ao governo nesta segunda-feira. Publicações afirmavam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria se referido à parlamentar com o pronome masculino "ele" durante um evento no Rio de Janeiro. Segundo a deputada, a informação é uma "narrativa completamente fictícia" e baseada em preconceitos.

Erika esclareceu que o erro factual da postagem começa pela sua localização: a parlamentar afirmou estar cumprindo agenda no interior de São Paulo há dias, não tendo comparecido ao evento mencionado no Rio de Janeiro. Ela ressaltou que o presidente estava dialogando com outra pessoa da plateia, que também se chama Erika, e que o uso do nome comum serviu de gatilho para a criação da notícia falsa.

A deputada atribuiu a propagação do vídeo a um ressentimento profundo e ao medo que sua figura política causa em setores do bolsonarismo. "É inaceitável, para eles, uma mulher travesti não apenas ousar existir, como ser uma política que produz mais do que todos os ídolos bolsonaristas somados", declarou Hilton em seu perfil oficial.

Para a parlamentar, a rapidez com que a história foi fabricada demonstra uma tentativa de desumanização e um esforço coordenado para alimentar agendas de ódio, ignorando fatos básicos como a presença física da deputada no local ou o sobrenome da pessoa citada.

Erika Hilton chamou a atenção para o que considera o ponto mais grave do episódio: o conteúdo do discurso de Lula que foi ofuscado pela polêmica. Na ocasião, o presidente fazia um alerta sobre os perigos das Inteligências Artificiais na produção de pornografia não consentida e no combate à exploração infantil. "Para os bolsonaristas, isso não parece ser um problema. Para eles, o problema é gente trans existir", afirmou a deputada. Ela concluiu reforçando que o foco em ataques pessoais e em ataques à sua identidade de gênero serve apenas para desviar o debate público de temas urgentes e graves que afetam a sociedade brasileira.

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