O grupo de adolescentes suspeitos de agredir brutalmente o cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Santa Catarina, já vinha cometendo uma série de outros atos infracionais na região antes do crime. A informação foi revelada pela delegada Mardjoli Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal da Capital, em entrevista concedida à ativista Luisa Mell.
Segundo a delegada, além da agressão ao animal, que acabou sendo submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos, os adolescentes são investigados por outros episódios:
Existe uma série de outros atos ilícitos, atos criminosos, a exemplo de atos infracionais de crimes contra a honra, praticados contra os profissionais aqui da região, como porteiros, depredação de patrimônio, furto de bebida alcoólica, então todos esses atos vão ser também apurados.
De acordo com o relato, um porteiro da região teria feito imagens dos adolescentes com o objetivo de identificá-los e alertar equipes de segurança. A foto, no entanto, teria sido apagada após o envio. A Polícia Civil de Santa Catarina também reforçou que não existe um vídeo que mostre as agressões contra Orelha, apesar de essa informação ter circulado amplamente nas redes sociais.
O cão comunitário foi encontrado agonizando por uma mulher na Praia Brava, chegou a ser levado para atendimento veterinário, mas não resistiu. Quatro adolescentes são suspeitos do crime. Dois deles foram alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos nesta segunda-feira (26), enquanto os outros dois estão em viagens programadas aos Estados Unidos.
Além do caso de Orelha, os adolescentes também são investigados por maus-tratos a outro animal, um cão caramelo que teria sido jogado no mar e conseguiu sobreviver. Três homens, um advogado e dois empresários, entre eles pais e um tio dos adolescentes, foram indiciados por coação no curso do processo.