Luisa Mell desabafa ao expor laudo clínico de cão Orelha: “Assassinado covardemente”

Nas redes sociais, ativista expôs detalhes do estado do corpo de Cão Orelha, morto a pauladas em Florianópolis

29/01/2026 às 10h05
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Cão Orelha e Luísa Mell - Reprodução: Instagram
Cão Orelha e Luísa Mell - Reprodução: Instagram

Nessa quarta-feira (28), a defensora dos animais, Luisa Mell, utilizou suas redes sociais para trazer a público o relatório médico de Orelha, o mascote comunitário que foi brutalmente assassinado em Florianópolis no início de janeiro.

Acompanhando minuciosamente o desenrolar do episódio, a ativista compartilhou a documentação técnica e manifestou sua indignação:

"Acompanhar de perto este caso, não tem sido fácil. Mas assim consigo ter acesso as informações reais. Aqui o laudo do cão assassinado covardemente pelos adolescentes", desabafou.

O prontuário detalha o estado crítico do animal durante a avaliação: traumatismos severos no crânio, hemorragias pelas vias aéreas e múltiplas fraturas na estrutura óssea da boca (mandíbula e maxilar).

Em diálogo com a delegada Mardjoli Valcareggi, titular da unidade especializada em proteção animal, Mell obteve detalhes sobre o perfil dos quatro jovens envolvidos. Segundo a autoridade, a violência contra o cão — que não resistiu e precisou ser sacrificado — foi apenas um dos delitos cometidos pelo grupo.

“Existe uma série de outros atos ilícitos, atos criminosos, a exemplo de atos infracionais de crimes contra a honra, praticados contra os profissionais aqui da região, como porteiros, depredação de patrimônio, furto de bebida alcoólica, então todos esses atos vão ser também apurados”, afirmou a delegada.

Devido ao comportamento hostil dos menores, um funcionário local chegou a fotografá-los para auxiliar a segurança da área, descartando o registro logo após o compartilhamento. Vale destacar que, ao contrário do que circulou na internet, a Polícia Civil de SC esclareceu que não existem filmagens do momento exato dos ataques ao animal.

Panorama do Caso: O que foi apurado?

Orelha, um cão de dez anos, foi localizado em sofrimento na Praia Brava após ser alvo de espancamento, supostamente com pauladas. Embora tenha recebido socorro, a gravidade do quadro clínico tornou a eutanásia inevitável.

O inquérito revela uma teia complexa de acontecimentos:

  • Outra Vítima: O grupo também teria arremessado um cão de pelagem caramelo no oceano, mas este conseguiu se salvar.

  • Fuga: Dois dos suspeitos já estariam em território norte-americano.

  • Interferência Policial: As autoridades investigam se um agente da própria Polícia Civil e o pai de um dos jovens intimidaram uma testemunha-chave.

Conforme relatado pelo Delegado-Geral, Ulisses Gabriel, uma pessoa teria utilizado uma arma para coagir quem presenciou os fatos. Até o momento, o autor dessa ameaça permanece foragido.

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