Nikolas cobra redução da maioridade penal após assassinato do cão Orelha e alfineta esquerda: “Defendem as 'vítimas da sociedade'”

Deputado acusa a esquerda de “passar pano” para adolescentes suspeitos e critica limites do ECA; assista

29/01/2026 às 13h14
Por: Mateus Pereira
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Fotos: Reprodução
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A morte do cão comunitário Orelha, brutalmente agredido na Praia Brava, em Florianópolis, ganhou mais um capítulo político. Nesta quarta-feira (28), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comentou o caso em um vídeo publicado nas redes sociais e usou o episódio para defender a redução da maioridade penal no Brasil.

Na gravação, o parlamentar afirma que a violência contra o animal é um indicativo de crimes ainda mais graves:

Um adolescente que comete isso contra um cachorro, ele potencialmente cometerá isso também contra um ser humano.

Nikolas também direcionou críticas à esquerda, afirmando que há uma tentativa de tratar os suspeitos como “vítimas da sociedade”. Segundo ele, existe uma defesa de que o Estatuto da Criança e do Adolescente estaria correto ao aplicar apenas medidas socioeducativas. “Dizem que a pena deve ser nenhuma pena, apenas uma internação”, disparou.

 
 
 
 
 
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O deputado ainda criticou o sistema de Justiça brasileiro, destacando que, mesmo nos casos mais graves, a internação de adolescentes tem prazo máximo de três anos e não gera antecedentes criminais:

Depois que ele completa 18 anos, aí sim pega uma pena real de cadeia. E a gente sabe que, no Brasil, mesmo quem mata dificilmente cumpre a pena inteira.

Ao encerrar o vídeo, Nikolas reforçou posições ligadas à direita e voltou a defender mudanças na legislação:

Com 16 anos, hoje no Brasil, você praticamente tem salvo-conduto para fazer o que quiser, destruir a vida de quem quiser, e não vai acontecer nada.

Orelha morreu após sofrer uma lesão contundente na cabeça, conforme laudo divulgado pela Polícia Civil de Santa Catarina em coletiva realizada na terça-feira (27). As agressões teriam sido cometidas por quatro adolescentes. Apesar da análise de mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança, não há registros em vídeo do momento exato dos maus-tratos.

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