
A investigação sobre a morte cruel do cão comunitário Orelha, que chocou Florianópolis e ganhou repercussão em todo o país, teve um desdobramento importante nesta quinta-feira (29). Dois dos quatro adolescentes apontados como suspeitos de envolvimento no caso desembarcaram em Santa Catarina após uma temporada de férias nos Estados Unidos, onde visitaram parques temáticos em Orlando.
Assim que retornaram ao solo catarinense, os jovens foram alvo de medidas cautelares conduzidas pela Polícia Civil de Santa Catarina. Ambos foram intimados a prestar depoimento imediato sobre o episódio que vitimou o animal. Além das oitivas, os agentes realizaram a apreensão dos aparelhos celulares dos adolescentes, que agora integram o conjunto de provas do inquérito.
A estratégia dos investigadores com a retenção dos dispositivos é realizar uma perícia técnica minuciosa. O objetivo é reconstruir a dinâmica do crime através de possíveis trocas de mensagens, registros de fotos ou vídeos e verificar se houve a participação ou o incentivo de outras pessoas no ato de violência contra o cão.
O caso Orelha mobilizou protetores de animais e a sociedade civil organizada, que cobram celeridade e punições exemplares, mesmo diante da menoridade dos envolvidos. A Polícia Civil informou que o procedimento investigativo segue em ritmo avançado, unindo a análise dos dados digitais a depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras de segurança colhidas na região onde o animal vivia.
A conclusão do inquérito deve ocorrer após o fechamento dos laudos periciais e a análise de todo o material apreendido nesta quinta-feira. O processo corre sob sigilo, conforme previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mas as autoridades garantem que todos os esforços estão sendo feitos para a completa elucidação dos fatos.